O aumento no preço do diesel tem intensificado a pressão sobre o setor de transporte no Brasil, e em Goiás não é diferente, onde empresas já relatam impactos significativos nas contas. Algumas companhias já registram gastos extras de até R$ 300 mil por mês com combustível.

Responsável por cerca de 65% do transporte de cargas no país, o modal rodoviário é diretamente afetado pela variação no preço do diesel. Segundo o presidente da Fenatec, Paulo Afonso Lustosa, o combustível representa uma parcela relevante do custo do frete, variando de 19% a 35%, podendo chegar a 40%.

A recente escalada nos preços está ligada ao cenário internacional. As tensões no Oriente Médio, impulsionadas pela guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, têm elevado o valor do petróleo Brent, negociado em dólar no mercado global.

Esse movimento impacta diretamente o custo dos combustíveis no Brasil. Apesar de ser produtor de diesel, o país ainda enfrenta limitações no refino. A produção interna não é suficiente para atender à demanda, o que torna o mercado brasileiro dependente de importações e mais sensível às oscilações externas.

Na prática, o aumento dos custos no transporte tende a gerar efeito cascata na economia. Empresas de logística enfrentam dificuldades para absorver os reajustes e já estudam repasses. Com isso, o consumidor final pode sentir o impacto no preço de produtos e serviços nos próximos meses.

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