O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que deverá se reunir, já nesta terça-feira, 25, com representantes da indústria e do agro para discutir o aumento das tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump impôs tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. Lula criticou a decisão afirmando que se trata de uma retaliação política, motivada por críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro.

De acordo com Alckmin, as reuniões fazem parte de um trabalho de um comitê interministerial criado por Lula, que reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores.

“A primeira tarefa é conversar com o setor privado. Separamos em dois blocos. Um bloco, a reunião será amanhã às 10h, no MDIC, com a indústria. Estamos chamando os setores industriais que possuem mais relação comercial com os Estados Unidos: avião, aço, celulose, máquinas… São os setores que estamos chamando. Calçados, móveis e autopeças também. Estamos chamando as entidades e, em alguns casos, as empresas”, explicou o vice-presidente.

Estão convidados setores mais afetados pela tarifa, como:

  • Aviões
  • Aço
  • Alumínio
  • Celulose
  • Máquinas
  • Calçados
  • Móveis
  • Autopeças

Já a segunda rodada de conversas reunirá exportadores do agronegócio dos seguinte setores:

  • Suco de laranja
  • Carne
  • Frutas
  • Mel
  • Couro
  • Pescado

Alckmin também afirmou que deverá se reunir com empresas americanas instaladas no Brasil e entidades de comércio bilateral entre os países. “As empresas americanas também serão atingidas. Então vamos conversar com elas e com as entidades do comércio Brasil-EUA”, disse o vice-presidente.

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