Alckmin vai se reunir com representantes da indústria e agro para discutir tarifaço de Trump

14 julho 2025 às 17h51

COMPARTILHAR
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que deverá se reunir, já nesta terça-feira, 25, com representantes da indústria e do agro para discutir o aumento das tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump impôs tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. Lula criticou a decisão afirmando que se trata de uma retaliação política, motivada por críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro.
De acordo com Alckmin, as reuniões fazem parte de um trabalho de um comitê interministerial criado por Lula, que reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores.
“A primeira tarefa é conversar com o setor privado. Separamos em dois blocos. Um bloco, a reunião será amanhã às 10h, no MDIC, com a indústria. Estamos chamando os setores industriais que possuem mais relação comercial com os Estados Unidos: avião, aço, celulose, máquinas… São os setores que estamos chamando. Calçados, móveis e autopeças também. Estamos chamando as entidades e, em alguns casos, as empresas”, explicou o vice-presidente.
Estão convidados setores mais afetados pela tarifa, como:
- Aviões
- Aço
- Alumínio
- Celulose
- Máquinas
- Calçados
- Móveis
- Autopeças
Já a segunda rodada de conversas reunirá exportadores do agronegócio dos seguinte setores:
- Suco de laranja
- Carne
- Frutas
- Mel
- Couro
- Pescado
Alckmin também afirmou que deverá se reunir com empresas americanas instaladas no Brasil e entidades de comércio bilateral entre os países. “As empresas americanas também serão atingidas. Então vamos conversar com elas e com as entidades do comércio Brasil-EUA”, disse o vice-presidente.
Leia também
Tarifaço de Trump deve reorganizar comércio e carne pode ficar mais barata, analisa economista