A Acadêmicos de Niterói levou à Marquês de Sapucaí, no desfile do Grupo Especial, a ala “Neoconservadores em conserva”, com fantasias em formato de lata de conserva. A proposta integrou o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a descrição da escola, a lata foi utilizada como símbolo da família tradicional. Dentro das embalagens cenográficas, os integrantes representavam personagens como um fazendeiro, uma mulher rica, defensores da ditadura militar e evangélicos.

A ala compôs o conjunto de alegorias do desfile, que abordou a trajetória de Lula desde a infância no Nordeste até a Presidência da República. O ator e humorista Paulo Vieira interpretou o presidente na avenida. Lula acompanhou a apresentação em um camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e, em determinado momento, desceu para cumprimentar integrantes da escola.

O desfile também incluiu uma alegoria interpretada por parte do público como referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representado por um personagem com traje listrado de presidiário e tornozeleira eletrônica.

A homenagem gerou reação de parlamentares da oposição, que apontaram possível propaganda eleitoral antecipada e questionaram o uso de recursos públicos. Neste ano, o governo federal destinou R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, e a Acadêmicos de Niterói deve receber R$ 1 milhão pela participação.

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