Ministério Público abre inquérito contra a Globo para investigar possível tortura no BBB 26
05 março 2026 às 19h04

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Um inquérito civil foi aberto pelo Ministério Público Federal para investigar possívieis práticas de tortura e tratamento desumano na edição 2026 do Big Brother Brasil da emissora Globo. A denúncia encaminhada ao MPF cita a situação ocorrida com Henri Castelli durante uma prova de resistência e afirma que o programa põe os participantes em situação de risco.
A TV Globo afirma que oferece suporte médico, inclusive com apoio de UTI Móvel e encaminhamento a hospitais, quando necessário. Um dos principais pontos da denúncia é a dinâmica conhecida como quarto branco, reliazada entre os dias 12 e 16 de janeiro, em que os participantes ficam um ambiente totalmente branco e em isolamento.
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) mandou uma carta ao Ministério Público em que comparou os métodos do Reality às estratégias de tortura utilizadas na época da Ditadura Civil-Militar brasileira. Foi dito que um participante chegou a desmaiar após mais de 100 horas de reclusão.
Na parte de justificativa de abertura do inquérito, o procurador destacou que a liberdade da emissora não pode superar direitos fundamentais. Foi determinada como primeira ação do inquérito que emissora Globo responda os questionamentos realizados pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
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