Bastidores
O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, do PSDB, diz que tem sido cobrado de maneira excessiva pelos políticos e pela imprensa. “Assumi o comando do Legislativo há dois meses, e não há dois anos.” “Eu não sou mágico”, frisa Anselmo Pereira. Faz sentido, como dizem os colunistas sociais. Mas também não precisa ser lento, quase parando.
De um tucano de bico erado: “O ex-senador Demóstenes Torres está no Inferno mas conseguiu transferir o senador Ronaldo Caiado do Paraíso para o Purgatório”. O tucano acrescenta: “A meta de Demóstenes Torres é atrair Ronaldo Caiado para o Inferno”. Leia mais: Ronaldo Caiado caiu na arapuca armada pelo “caçador” Demóstenes Torres Se Caiado for cassado, assume Luiz Carlos do Carmo, do PMDB PT nacional agradece a “São Demóstenes” pelo ataque brutal a Caiado Até Paulo Garcia estaria pensando em rezar um terço para São Demóstenes
De um ex-democrata: “Demóstenes atraiu Caiado para uma arapuca, da qual o senador não tinha como escapar. Se não respondesse, pegaria mal; respondendo, deu corda à denúncia”.
Se Ronaldo Caiado for cassado pelo Senado, assume o suplente Luiz Carlos do Carmo... do PMDB. Luiz Carlos do Carmo, da Assembleia de Deus, é irmão do pastor Oídes do Carmo e do prefeito de Bela Vista, Eurípedes José do Carmo. A cassação, ressalte-se, é uma questão muito remota e nem está sendo cogitada.
O PT nacional começa a chamar um político de Goiás de “São Demóstenes Torres”. O PT vibrou com o artigo de Demóstenes Torres e distribuiu cópias em Brasília. Um íntimo do presidente do PT, Rui Falcão, teria comentado: “E não é que esse Demóstenes é quase petista”. Com sua língua ferina e suas críticas ácidas e bem formuladas, Ronaldo Caiado está incomodando, demasiado, o PT da presidente Dilma Rousseff. “Ronaldo Caiado é o homem-Senado, quer dizer, vale por um Senado”, afirma um tucano.
Ao ler o artigo demolidor de Demóstenes Torres, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), teria rido de orelha a orelha. Aos aliados, teria dito que, sem que tenha feito esforço algum, Iris Rezende voltará a se interessar por uma composição com o PT... na capital. Consta que o católico Paulo Garcia estaria até pensando em rezar um terço para São Demóstenes.

[caption id="attachment_32263" align="alignright" width="300"] Agenor Rezende, prefeito de Minieiros, do PMDB | Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito de Mineiros, Agenor Rezende (PMDB), continua insistindo que vai disputar a reeleição. Peemedebistas mais experimentados e especialistas em derrotas eleitorais, como Iris Rezende, deveriam recomentar a retirada de sua (possível) candidatura.
Agenor Rezende faz uma administração caótica e sem o mínimo de sintonia com o processo de desenvolvimento econômico de Mineiros. O descompasso é total. A economia do município, apesar da crise nacional, é pujante, mas a política, capitaneada pelo prefeito peemedebista, não consegue acompanhá-la. Agenor que vive uma realidade paralela.
O deputado José Nelto, do PMDB, afirma que o governo de Goiás não pode retirar os quinquênios que os funcionários públicos já estão recebendo. “Não se mexe em direito adquirido”, destaca. “Mas, daqui para frente, não terá mais quinquênios”, afirma.
Um repórter de uma revista nacional esteve em Goiânia na semana passada em busca de informações sobre as ações dos deputados federais Sandes Júnior e Roberto Balestra, ambos do PP, em Goiás. O jornalista estava com uma relação de políticos ligados a Sandes e Balestra e dados sobre verbas orçamentárias da União liberadas para prefeitos goianos. O repórter ficou surpreso ao perceber que, embora tenha dois deputados federais e o vice-governador José Eliton, o PP é anódino em Goiás.

Num jantar na casa do deputado José Nelto, o senador Ronaldo Caiado contou que conseguiu 27 assinaturas — pretende ampliar para 35 — para convocar a CPI do BNDES. Ronaldo Caiado e o procurador da República Helio Telho avaliam que o escândalo financeiro no BNDES — que pode resultar num “Bndesgate” — deve ser tão ou mais explosivo do que o petrolão da Petrobrás. Gigantes da indústria brasileira, políticos e executivos devem ser investigados. Os campeões do BNDES, se a investigação for mesmo a fundo, poderão trocar a série A pela série B do campeonato da corrupção patropi.
Um petista goiano tentou torpedear a indicação de Olavo Noleto para o governo federal. Queria colocar Antônio Gomide em seu lugar. Mas foi avisado, de cara, que o cargo não era de indicação do PT goiano, e sim da presidente Dilma Rousseff.

[caption id="attachment_32266" align="alignright" width="300"] Ex-reitor Edward Madureira concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não venceu | Foto: Divulgação[/caption]
O deputado Humberto Aidar (PT) permanece defendendo a candidatura do ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira (PT) para prefeito de Goiânia.
“Edward Madureira não tem desgaste, atrai o pessoal do meio universitário [que está arredio ao PT], conquista aliados novos, tem votos fora do PT e tem a simpatia dos formadores de opinião”, afirma Aidar.
Segundo Aidar, se tiver apoio sólido e confiável, Edward Madureira será candidato a prefeito. “Se não, poderá ir para o governo federal”, afirma o deputado. Ou, como disse o ex-reitor ao Jornal Opção, pode permanecer na UFG, como professor.
Lídia Mattos, secretária de Administração da Prefeitura de Rio Verde, e Débora Chiogna, chefe da controladoria, estão sendo chamadas por aliados do deputado federal Heuler Cruvinel (PSD) de “Irmãs Galvão”. A mando do prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, a dupla está cortando gastos e enxugando as despesas. O grupo de Heuler Cruvinel não aprova as ações das eficientes e íntegras “Irmãs Galvão”.

O empresário Júnior Friboi, que pode ser expulso do PMDB — se depender do irismo —, abriu conversações com o PTB do deputado federal Jovair Arantes.
Na segunda-feira, 6, Friboi e Jovair Arantes devem conversar a respeito de filiação. Se a sequências do diálogo forem positivas, o empresário pode ser candidato a prefeito de Goiânia, em 2016, ou a governador de Goiás, em 2018, pelo PTB.
A Odebrecht, uma das maiores construtoras-empreiteiras do país, demitiu funcionários em Aparecida de Goiânia e Trindade (20 pessoas). É possível que tenha de paralisar pelo menos algumas de suas obras. A Operação Lava Jato desequilibrou as finanças da Odebrecht.