Considerada a maior poetisa viva do Brasil, Adélia Prado, de 90 anos, está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis. Atualmente, ela trata complicações renais após ter sido internada no dia 19 de janeiro em decorrência de um acidente doméstico, que a deixou com fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho. Desde então, Adélia já passou por duas cirurgias.

Em comunicado enviado à imprensa, o Hospital São Judas Tadeu informou que a escritora apresenta evolução satisfatória após as intervenções cirúrgicas. “Atualmente, a paciente encontra-se internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) para acompanhamento e tratamento de complicações renais, permanecendo sob cuidados intensivos e monitorização contínua por equipe multiprofissional.

O Hospital São Judas Tadeu reforça que está adotando todas as medidas necessárias para a adequada assistência à paciente e que novas informações serão divulgadas oportunamente, respeitando os princípios éticos, legais e a confidencialidade das informações médicas”, conclui o texto.

O incidente ocorre pouco mais de um mês após o aniversário de 90 anos da escritora. Natural de Divinópolis, Adélia despontou na literatura nacional ao enviar o manuscrito da coletânea Bagagem (1976) ao colunista Affonso Romano de Sant’Anna, que se encantou pelos poemas e repassou o material a Carlos Drummond de Andrade, responsável por mobilizar a publicação do livro.

Nos anos seguintes, ela publicou outros sucessos, como O Coração Disparado (1977), Terra de Santa Cruz (1981) e o romance O Homem da Mão Seca (1994).

Em 2024, Adélia tornou-se a terceira brasileira a vencer o Prêmio Camões, a maior láurea da literatura em língua portuguesa. Também já venceu o Prêmio Machado de Assis e recebeu uma bênção apostólica do Papa Leão XIV em celebração aos seus 90 anos.