Após sete anos à frente do governo de Goiás, o governador Ronaldo Caiado (PSD) prepara a transição administrativa que marcará o fim de sua gestão no próximo dia 31 de março, quando transmitirá o cargo ao vice-governador Daniel Vilela (MDB).

Ao longo do período, o governo estadual destaca avanços em áreas consideradas estratégicas da administração pública, como segurança pública, economia, infraestrutura, educação, saúde, desenvolvimento econômico e geração de empregos — setores que passaram por processos de reorganização e ampliação de investimentos desde o início da gestão.

Quando assumiu o comando do Estado em 2019, Caiado aponta ter encontrado um cenário de forte crise fiscal, com déficit bilionário, salários atrasados, fornecedores sem pagamento e dificuldades que impactavam diretamente o funcionamento de áreas essenciais como segurança pública, educação, saúde e infraestrutura.

Sete anos depois, o governo garante entregar uma estrutura administrativa mais organizada, contas públicas equilibradas e uma série de programas e investimentos consolidados, cenário que deverá dar continuidade à gestão sob comando de Daniel Vilela.

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Caiado passa em revista à tropa | Foto: Reprodução

Segurança pública marca legado de Caiado em Goiás

Ao longo de sete anos de gestão, o Estado registrou reduções expressivas em diversos indicadores de violência, combinando investimento, integração entre forças policiais e uso intensivo de tecnologia, de acordo com dados oficiais.

Os resultados levaram Caiado a ser escolhido como o Político da Segurança Pública” na 16ª edição do Prêmio dos Mais Influentes da Política em Goiás. Na votação promovida pelo instituto Contato Comunicação, o governador recebeu mais de 70% dos votos na categoria, reconhecimento atribuído ao desempenho do Estado na área.

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Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás | Foto: Rafael Messias/Jornal Opção

Queda histórica nos índices de criminalidade

Levantamento da Secretaria de Segurança Pública mostra que Goiás registrou sete anos consecutivos de queda nos principais crimes desde o início da atual gestão. Comparando os dados de 2018 com os mais recentes, as reduções são expressivas.

Entre os destaques estão a queda de 97% nos roubos de carga, 95% nos roubos de veículos, 92% nos roubos a transeuntes e 91% nos roubos a comércios. O chamado “novo cangaço”, modalidade de ataques a bancos, deixou de ser registrado no Estado nos últimos anos, com redução de 100% desse tipo de crime.

Os indicadores também mostram queda consistente nos homicídios. Em outubro de 2025, Goiás registrou o menor número mensal de homicídios da série histórica, iniciada em 2016, consolidando a tendência de redução da violência letal.

Tecnologia e inteligência no combate ao crime

Outro eixo da política de segurança foi, segundo o Palácio, a modernização tecnológica. O governo estadual ampliou o uso de inteligência artificial e sistemas de monitoramento para ampliar a capacidade de investigação e prevenção.

Entre as iniciativas está a plataforma IA Contra o Crime”, que integra dados e ferramentas tecnológicas para auxiliar as forças policiais na identificação de suspeitos e na análise de padrões criminosos.

O Estado também avança na implantação do chamado “Cinturão Virtual”, um sistema de videomonitoramento que poderá reunir mais de 22 mil câmeras interligadas, muitas delas com uso de inteligência artificial. A rede deve cobrir cidades estratégicas, regiões metropolitanas e áreas turísticas, reforçando o monitoramento em tempo real.

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Caiado e comandantes militares | Foto: Reprodução

Segurança pública como marca da gestão

A combinação entre reforço das forças policiais, reorganização do sistema penitenciário, uso de inteligência e investimentos em tecnologia consolidou a segurança pública como uma das principais marcas da gestão de Caiado.

Com a queda da criminalidade e o reconhecimento político obtido na área, Goiás passou a ser frequentemente citado como exemplo de política de segurança pública no país, fortalecendo o legado do governador no setor.

Legado econômico: de rombo a caixa bilionário em Goiás

Ao assumir o governo em 2019, o governador Ronaldo Caiado encontrou Goiás em grave crise fiscal. O Estado tinha déficit estimado em R$ 6 bilhões, dívida próxima de R$ 19,6 bilhões, salários atrasados e menos de R$ 13 milhões em caixa. Mais de 4 mil fornecedores aguardavam pagamentos, afetando serviços essenciais como obras, transporte escolar, saúde e segurança.

Com ajuste fiscal, controle de gastos e regularização de pagamentos, o governo afirma ter restabelecido a previsibilidade financeira, recuperando a confiança de servidores, fornecedores e instituições.

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Sede da Secretaria da Economia de Goiás | Foto: Denis Marlon

Caixa bilionário após sete anos

Após sete anos de gestão, a Secretaria da Economia projeta que o Estado deixará cerca de R$ 9,8 bilhões em caixa, sendo R$ 4,2 bilhões em recursos livres do Tesouro, refletindo a recuperação da saúde fiscal de Goiás.

A reorganização incluiu adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que permitiu aliviar o pagamento da dívida entre 2019 e 2024 e consolidar o teto de gastos, gerando superávits recorrentes.
Posteriormente, o Estado aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que prevê juros reais de 0% mais IPCA e deve reduzir em cerca de 30% o custo anual da dívida.

Entre as principais medidas adotadas estão reformas administrativa e previdenciária, revisão de incentivos fiscais, criação do PROGOIÁS e fortalecimento da arrecadação. O Estado também prepara o PROFISCO III, com US$ 100,4 milhões em investimentos para modernização da gestão fiscal.

Mais investimentos e programas sociais

Com o equilíbrio fiscal, Goiás ampliou sua capacidade de investimento público. Entre 2019 e 2025, foram destinados R$ 23,7 bilhões a obras e projetos, incluindo o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA), além de infraestrutura e intervenções urbanas.

Os programas sociais também cresceram: R$ 10,1 bilhões foram aplicados entre 2019 e 2025 em 63 ações, mais que quadruplicando os recursos do período anterior.

A recuperação das finanças também foi reconhecida nacionalmente. Em 2025, Goiás avançou na avaliação de Capacidade de Pagamento (Capag) da Secretaria do Tesouro Nacional, passando de nota C para B+, indicando maior controle do endividamento.

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Francisco Sérvulo, secretário da Economia de Goiás | Foto: Reprodução

Transição com contas equilibradas

Após assumir um Estado endividado em 2019, a gestão de Ronaldo Caiado afirma deixar Goiás com dívida reestruturada, contas organizadas e bilhões em caixa, cenário que deve facilitar a continuidade administrativa pelo vice-governador Daniel Vilela.

Caiado deixa legado de até R$ 15 bilhões em infraestrutura

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou que o governo de Ronaldo Caiado deixa como legado para o vice-governador Daniel Vilela, um cenário de investimentos robustos e uma estrutura administrativa mais organizada na área de infraestrutura.

Segundo Sales, a situação encontrada no início da gestão, em 2019, era de grandes dificuldades financeiras e estruturais. “Nós pegamos o Estado na 19ª posição no ranking da malha rodoviária da CNT. Havia um volume enorme de passivos com fornecedores e até dívidas com o Banco do Brasil que negativavam a agência. Também estávamos sem contrato de sinalização e, em alguns momentos, precisei ligar para prefeitos pedindo ajuda para fazer tapa-buracos nas rodovias”, relatou.

“Considerando rodovias, hospitais, presídios, unidades socioeducativas e outras obras, acreditamos que o volume total de investimentos esteja entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões”, concluiu.

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Pedro Sales, presidente da Goinfra | Foto: Rafael Messias/Jornal Opção

Recuperação da malha rodoviária

De acordo com o presidente da Goinfra, a reorganização fiscal do Estado permitiu que, gradualmente, o governo avançasse na recuperação das estradas. “O primeiro momento do governo foi muito focado em recuperar a malha rodoviária. Em 2021, por exemplo, tivemos um dos anos em que mais conseguimos restaurar trechos das rodovias estaduais”, afirmou.

Ele explica que, paralelamente à recuperação das estradas, o governo passou a investir também na implantação de novas rodovias, principalmente aquelas ligadas ao setor produtivo.

“No primeiro mandato, houve um esforço muito grande de recuperação da malha e de atendimento às demandas do setor produtivo. Já no segundo mandato, passamos a ter um volume maior de obras, com recursos do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) e um programa mais ousado, com construção de viadutos, pontes e novas rodovias”, destacou.

Investimentos recordes em infraestrutura

Ainda segundo Pedro Sales, o ano passado marcou o auge dos investimentos em infraestrutura no Estado. “Tivemos um ano histórico, com cerca de R$ 4 bilhões investidos. Hoje a capacidade de resposta também é muito maior. Quando surge um problema em uma rodovia, conseguimos atender em até 72 horas. Em 2019, muitas vezes levávamos meses para conseguir atuar”, afirmou.

De acordo com o presidente da Goinfra, cerca de 50 obras estruturantes fazem parte da carteira do Fundeinfra, sendo que mais de 70% já estão em andamento em diferentes estágios.

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Viaduto da Fé – Trindade | Foto: Silvano Vital/Goinfra

Obras além das rodovias

Pedro Sales ressaltou que a atuação da Goinfra vai além da infraestrutura rodoviária e inclui obras em diversas áreas do governo. “Nós atuamos também na segurança pública, com a construção de presídios importantes na região do Entorno, como em Águas Lindas e Novo Gama. Concluímos unidades socioeducativas em cidades como Itumbiara, Itaberaí, São Luís de Montes Belos, Rio Verde e Porangatu”, explicou.

Na área da saúde, ele destacou a participação da agência na construção e ampliação de hospitais. “Participamos da conclusão do Hospital de Uruaçu, construímos o hospital de Águas Lindas, atuamos na obra do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) e na ampliação de unidades hospitalares em cidades como Trindade e Formosa”, disse.

Reforma do autódromo de Goiânia

Pedro Sales também citou a reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna de Goiânia como uma das obras de destaque. “Foi um grande desafio realizar em cerca de dez meses uma obra que praticamente construiu um novo autódromo. Hoje ele é considerado um dos mais modernos da América e foi reconhecido pela Federação Internacional de Motociclismo como o mais tecnológico do Brasil”, afirmou.

Segundo ele, a Goinfra foi responsável pela parte civil da obra. “A contratação feita pela Goinfra foi de aproximadamente R$ 55 milhões, voltada para estruturas como centro de controle, boxes, paddock, camarotes e arquibancadas. A pista foi contratada diretamente pela produtora do evento”, explicou.

Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna | Foto: divulgação/SEEL
Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna | Foto: divulgação/SEEL

Legado em Educação: Modernização e investimentos na rede estadual

Entre 2019 e 2022, a gestão do governador Ronaldo Caiado aponta a realização de um amplo processo de modernização e reestruturação da rede pública estadual de ensino em Goiás. Ao longo do período, os investimentos em educação se aproximaram de R$ 5 bilhões, direcionados principalmente à recuperação estrutural do sistema educacional, à ampliação da infraestrutura escolar e à incorporação de tecnologias no processo de ensino.

No início da gestão, foi realizado um diagnóstico detalhado da situação da rede estadual, que identificou passivos financeiros acumulados, obras paralisadas e deficiências estruturais em diversas unidades escolares. A partir desse levantamento, o governo iniciou um processo de reorganização administrativa e financeira que permitiu recuperar a capacidade de investimento da área educacional e direcionar recursos para a modernização da rede de ensino.

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Colégio Estadual em Período Integral Bilingue Lyceu de Goiânia | Foto: Divulgação/Seduc

Ampliação da infraestrutura escolar

Na área de infraestrutura, os investimentos ultrapassaram R$ 2 bilhões, voltados à construção, reforma e ampliação de escolas da rede estadual. Parte desses recursos foi destinada à retomada de obras que estavam paralisadas há anos, muitas delas pertencentes ao padrão arquitetônico conhecido como “Século XXI”.

A política de expansão também contemplou a construção de novas unidades escolares e a realização de reformas em grande número de escolas já existentes, além da ampliação de espaços destinados a atividades esportivas e pedagógicas. Com isso, a rede estadual passou por um processo significativo de melhoria das condições físicas de funcionamento das unidades de ensino.

Programas de modernização das unidades escolares

A modernização das escolas também ocorreu por meio de programas voltados à melhoria da infraestrutura e à aquisição de equipamentos. Parte importante da estratégia foi o repasse direto de recursos às unidades escolares para a realização de melhorias e manutenção predial.

Outro eixo importante foi a aquisição de equipamentos tecnológicos e pedagógicos. Por meio de programas específicos, as escolas puderam adquirir computadores, televisores, equipamentos de informática e outros recursos que contribuíram para a modernização do ambiente escolar e para o fortalecimento das atividades pedagógicas.

Tecnologia e conectividade na educação

A incorporação de tecnologias digitais foi um dos principais pilares da modernização da educação pública estadual durante o período. Os investimentos em conectividade e equipamentos tecnológicos ultrapassaram R$ 450 milhões, incluindo a aquisição de laboratórios móveis com chromebooks, computadores para estudantes e notebooks destinados a professores.

A modernização também incluiu investimentos em infraestrutura digital e conectividade, ampliando o acesso à internet nas unidades da rede estadual. Durante a pandemia de Covid-19, essa estrutura tecnológica foi fundamental para garantir a continuidade das atividades educacionais.

As escolas de tempo integral receberam melhorias físicas e novos equipamentos, além da implantação de laboratórios e espaços voltados ao desenvolvimento de atividades científicas e pedagógicas. Esse modelo educacional buscou ampliar a permanência dos estudantes na escola e oferecer uma formação mais completa.

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Caiado, Daniel Vilela e Gavioli | Foto: Reprodução

Investimentos em inclusão e permanência estudantil

As políticas educacionais também contemplaram programas voltados à permanência dos estudantes na escola. Entre as iniciativas implementadas esteve a criação de programas de apoio financeiro vinculados à frequência e ao desempenho escolar, com o objetivo de reduzir a evasão e incentivar a continuidade dos estudos.

Além disso, foram adotadas ações voltadas à inclusão social e ao atendimento de estudantes em situação de vulnerabilidade. Essas políticas buscaram garantir melhores condições para que os alunos permanecessem no sistema educacional e tivessem acesso a oportunidades de aprendizagem.

Paralelamente aos investimentos em infraestrutura e tecnologia, o governo também adotou medidas voltadas à valorização dos profissionais da educação, com reajustes salariais, implementação do piso nacional do magistério e realização de concurso público para ampliar o quadro de servidores da rede estadual.

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Caiado apresenta educação de Goiás em evento nacional | Foto: Reprodução

Caiado amplia rede de saúde e investimentos em Goiás

De acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), as ações implementadas desde 2019 resultaram na ampliação da capacidade assistencial e na descentralização dos serviços em diversas regiões do estado.

Um dos pilares da gestão foi a ampliação dos recursos destinados à saúde pública. A aplicação de verbas passou de 12,1% do mínimo constitucional em 2018 para 15,08% atualmente. No mesmo período, o orçamento estadual da área saltou de R$ 1,5 bilhão para R$ 5,7 bilhões.

Somente em 2025, foram investidos R$ 5,792 bilhões na saúde, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo nos aportes desde o início do governo, segundo dados da SES-GO.

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Complexo Oncológico Cora | Foto: Fabio Chagas/Jornal Opção

Expansão da rede hospitalar

A rede estadual também foi ampliada de forma significativa. O número de hospitais sob gestão do estado passou de 17 para 25 unidades, além da implantação de seis policlínicas regionais voltadas ao atendimento especializado no interior.

Outro avanço ocorreu na oferta de leitos de terapia intensiva. Entre 2018 e 2025, o número de leitos de UTI aumentou de 267 para 790, entre adultos, pediátricos e neonatais — crescimento de 195,88%.

Em 2018, apenas três municípios contavam com leitos de UTI estadual. Atualmente, o serviço está presente em 20 cidades goianas, ampliando o acesso da população a atendimentos de alta complexidade.

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Hecad | Foto: Iron Braz

Novos hospitais

Entre as principais entregas da gestão está o Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Filho, inaugurado em junho de 2024 em Águas Lindas de Goiás após duas décadas de espera. A unidade recebeu investimento de R$ 157 milhões e possui 132 leitos, sendo 40 de UTI. O hospital atende a população do Entorno do Distrito Federal com serviços em obstetrícia, pediatria, clínica médica, cirurgias e atendimento multiprofissional.

Outro destaque é o Hospital do Centro-Norte Goiano, localizado em Uruaçu. A unidade possui 35 mil metros quadrados de área construída e conta com 222 leitos de internação e 55 leitos de UTI, com atuação voltada principalmente para oncologia, traumatologia e gestação de alto risco.

Na capital, o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente, em Goiânia, tornou-se referência no atendimento pediátrico de alta complexidade. A unidade dispõe de 116 leitos de enfermaria, 30 de UTI e pronto-socorro pediátrico 24 horas, além de ambulatório com 20 especialidades médicas.

Também integra a rede o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás, hospital 100% SUS voltado ao tratamento do câncer infantil. Com investimento de R$ 225 milhões, a unidade conta com 60 leitos e estrutura para transplante de medula óssea, quimioterapia e centro cirúrgico especializado, além de tecnologia avançada e espaços humanizados para pacientes e familiares.

Ampliação e modernização de hospitais

Além da construção de novas unidades, o governo estadual também investiu na ampliação e modernização de hospitais existentes.

O Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos, em Trindade, passou por expansão estrutural que ampliou a capacidade de internação de 56 para 105 leitos. Ao final das obras, estimadas em R$ 100 milhões, a área física da unidade será quadruplicada.

Já o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi, em Goiânia, recebeu investimentos de R$ 67,9 milhões desde 2019, destinados a reformas, ampliações e modernização do parque tecnológico.

Unidades em reforma e ampliação

Outras unidades estratégicas também passam por obras de ampliação ou reestruturação, entre elas o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, o Hospital Estadual de Formosa, o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada, o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo e o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim.

As intervenções buscam ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a assistência hospitalar em diferentes regiões do estado.

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Hospital Estadual do Centro-Norte goiano | Foto: SES

Policlínicas e regionalização da saúde

Outro eixo estratégico da gestão foi a regionalização da saúde. Para isso, o governo implantou policlínicas estaduais em Posse, Goianésia, Quirinópolis, Formosa, São Luís de Montes Belos e Cidade de Goiás.

As unidades oferecem 22 especialidades médicas, incluindo cardiologia, nefrologia e dermatologia, além de equipes multiprofissionais e exames especializados.

A estratégia também incluiu a estadualização de hospitais que anteriormente eram administrados por municípios. Esse processo ocorreu em cidades como Luziânia, Jataí, Itumbiara e São Luís de Montes Belos, reforçando a rede regional de atendimento.

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Policlínica de Formosa | Foto: SES

Ampliação da assistência em nefrologia

Na área de nefrologia, o estado ampliou o atendimento a pacientes com doença renal crônica com a implantação da diálise peritoneal, modalidade que pode ser realizada na residência do paciente com acompanhamento médico.

O serviço já está disponível em Posse, Formosa e Goianésia, com previsão de expansão para Quirinópolis. A iniciativa reduz a necessidade de deslocamentos frequentes para centros de hemodiálise e contribui para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Legado de Caiado fortalece atração de empresas e expansão industrial em Goiás

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Júnior, afirma que a gestão do governador Ronaldo Caiado deixou como legado avanços estruturais na política de desenvolvimento econômico do estado, com foco na atração de investimentos, geração de empregos e reorganização dos distritos industriais.

Segundo ele, a missão recebida ao assumir a presidência da companhia, em 2023, foi fortalecer a credibilidade da estatal e ampliar sua capacidade de atrair empresas para Goiás. “Quando me convidou para assumir a Codego, o governador foi muito claro: queria uma gestão com credibilidade, transparência, segurança jurídica e resolutividade, para atrair investimentos e promover o desenvolvimento regional”, afirmou.

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Francisco Jr. presidente da Codego | Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opção

Regularização de distritos industriais

Entre os principais avanços citados está o processo de regularização fundiária de áreas industriais administradas pela Codego, algumas com mais de cinco décadas de existência. O destaque é o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), considerado o segundo maior polo farmacêutico da América Latina.

“Estamos resolvendo situações que antes eram consideradas impossíveis. O Daia tem cerca de 10 milhões de metros quadrados, e grande parte dessa área não estava regularizada. Já avançamos com cerca de 2 milhões de metros quadrados medidos e em processo final de registro”, explicou.

Expansão industrial e novos distritos

Outro eixo destacado foi a expansão da infraestrutura industrial no estado. De acordo com o presidente da Codego, após cerca de duas décadas sem novos distritos industriais, o governo lançou dois novos empreendimentos.

Um deles é o DaiaPlam, em Anápolis, com aproximadamente 1,7 milhão de metros quadrados, onde parte das empresas já está em fase de construção. O outro é o Dianot, em Aparecida de Goiânia, com cerca de 2,1 milhões de metros quadrados destinados à instalação de novas indústrias.

“A expectativa é de mais de 120 empresas instaladas e cerca de 30 mil empregos gerados nesses dois distritos”, afirmou. Segundo ele, os novos polos já foram planejados com toda a infraestrutura e regularização ambiental e fundiária desde o início.

Além disso, o governo também implantou polos comerciais conhecidos como outlets, com unidades em Jaraguá, Teresópolis e Goianira, voltados à geração de emprego e dinamização econômica regional.

“A Codego era conhecida no passado por problemas e disputas judiciais. Hoje trabalhamos para garantir transparência e segurança jurídica, com processos abertos e critérios técnicos para seleção de investidores”, disse.

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Distrito Indústrial de Anápolis | Foto: Divulgação

Mineração, indústria e geração de empregos marcam legado de Caiado em Goiás

Dados da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC) apontam que o período foi marcado por recordes de geração de empregos, abertura de indústrias e avanço do estado no cenário internacional, especialmente no mercado estratégico de minerais críticos, como as terras raras.

Os investimentos privados e as políticas públicas estruturadas pelo governo estadual impulsionaram cadeias produtivas importantes e ampliaram a competitividade de Goiás, que hoje se posiciona como um dos principais polos emergentes de mineração e industrialização no Brasil.

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Águas Lindas | Foto: Divulgação

Goiás se consolida como polo de terras raras

Um dos destaques da atual gestão é a consolidação de Goiás como referência mundial na produção de terras raras, elementos essenciais para tecnologias modernas, como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, energias renováveis e sistemas de defesa.

Entre os principais investimentos está o da mineradora canadense Appia Rare Earths & Uranium Corp, que anunciou aporte de cerca de R$ 550 milhões para explorar terras raras na região de Iporá e municípios vizinhos. Desse total, R$ 50 milhões serão destinados à conclusão de pesquisas iniciadas em 2018 e R$ 500 milhões à implantação de uma planta de processamento mineral. A expectativa é que o projeto gere mais de 200 empregos diretos.

Outro empreendimento de destaque é o da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu. A empresa é atualmente a única fora da Ásia a produzir e exportar terras raras pesadas, consideradas estratégicas para a indústria tecnológica global. A operação emprega cerca de mil trabalhadores, sendo mais de 70% moradores do próprio município.

Recentemente, a empresa anunciou financiamento internacional de aproximadamente US$ 565 milhões, equivalente a cerca de R$ 3,2 bilhões, destinado à ampliação de suas operações.

Também no setor mineral, a Aclara Resources planeja investir aproximadamente R$ 3,7 bilhões no desenvolvimento de um projeto de terras raras em Nova Roma, no Nordeste goiano. O empreendimento tem potencial para posicionar o Brasil entre os principais produtores mundiais desses minerais estratégicos.

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Empresa de mineração de terras raras | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

Planejamento mineral até 2050

Para organizar o crescimento do setor, o governo estadual lançou o Plano Estadual de Recursos Minerais (PERM 2050), um instrumento de planejamento estratégico voltado ao desenvolvimento sustentável da mineração goiana.

Outro projeto estratégico é o Centro de Ciências e Tecnologia Mineral, que atuará como hub de pesquisa e desenvolvimento para integrar governo, universidades e empresas na busca por soluções tecnológicas e ampliação da competitividade da mineração goiana.

Expansão industrial e geração de empregos

Paralelamente ao crescimento da mineração, Goiás registrou forte expansão industrial. Grandes empresas anunciaram investimentos e ampliação de unidades produtivas no estado.

A multinacional chinesa Weichai investiu cerca de R$ 100 milhões na implantação de uma fábrica de motores em Itumbiara, iniciativa que surgiu após missão oficial do governo goiano à China.

Já a John Deere anunciou investimento de R$ 700 milhões na ampliação da unidade de Catalão, com previsão de geração de aproximadamente 400 novos empregos diretos e indiretos.

Outro destaque foi o aporte de R$ 150 milhões da Ambev na expansão de sua fábrica em Anápolis, voltada à produção de cervejas premium. O investimento deve gerar cerca de 200 empregos diretos.

No setor automotivo, a Mitsubishi Motors, por meio da HPE Automotores, anunciou plano de investimento de R$ 4 bilhões até 2032 na modernização da fábrica de Catalão, incluindo desenvolvimento de novas tecnologias híbridas e flex.

Outros projetos industriais também contribuíram para ampliar a geração de empregos no estado, como a expansão da São Salvador Alimentos em Nova Veneza, que prevê a criação de 500 vagas, além de investimentos da indústria farmacêutica Equiplex, do grupo H. Egídio, e de empreendimentos logísticos e químicos em diferentes regiões do estado.

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Mina de cobre e ouro a céu aberto l Foto: Fabio Costa/Jornal Opção

Legado econômico

Segundo a SIC, os resultados alcançados ao longo dos sete anos de gestão posicionam o estado como um dos principais polos industriais e minerais do país, com destaque para a exploração de minerais estratégicos e para a geração de empregos em diversas regiões.

O avanço da mineração de terras raras, a expansão dos distritos industriais e a chegada de grandes empresas reforçam a estratégia do governo estadual de transformar Goiás em um hub industrial e tecnológico no Brasil.

Retomada econômica vira marca da gestão Caiado

Criada em meio ao momento mais crítico da pandemia de Covid-19, a Secretaria de Estado da Retomada de Goiás tornou-se uma das principais estruturas do governo estadual para reconstruir a economia e ampliar oportunidades de trabalho. À frente da pasta, o secretário César Moura afirma que a iniciativa consolidou um modelo de políticas públicas voltadas à geração de renda, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo em todo o estado.

Segundo ele, a criação da secretaria em agosto de 2020 marcou uma estratégia inédita no país. A estrutura foi a primeira com status de secretaria dedicada exclusivamente à retomada econômica, reunindo políticas que antes estavam espalhadas por diferentes áreas do governo.

“Quando a secretaria foi criada, o objetivo era claro: reconstruir a economia e proteger as pessoas mais afetadas pela pandemia. Conseguimos integrar políticas de emprego, qualificação profissional, empreendedorismo e economia criativa em uma única estrutura, o que deu mais agilidade e estratégia às ações do governo”, afirma Moura.

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Feirão de empregos temático na Central Mais Empregos do Governo de Goiás | Foto: Divulgação

Geração de empregos e qualificação

Entre as principais iniciativas coordenadas pela pasta está o programa Mais Empregos, criado para ampliar a intermediação de mão de obra e aproximar trabalhadores de empresas em busca de profissionais. A iniciativa intensificou a captação de vagas junto ao setor produtivo e ampliou o acesso da população ao mercado formal.

De acordo com a secretaria, entre 2019 e 2025 foram realizados mais de 481 mil encaminhamentos para vagas de trabalho em todo o estado. Em 2025, por exemplo, ocorreram 52 feirões de emprego em Goiânia e em diversos municípios do interior, resultando em mais de 8,6 mil encaminhamentos.

Outro avanço foi a criação da Central Mais Empregos, inaugurada em 2023, e do aplicativo Minha Vaga, ferramenta digital que conecta trabalhadores e empresas nos 246 municípios goianos.

“Nosso objetivo é facilitar o encontro entre quem precisa trabalhar e quem precisa contratar. Criamos mecanismos presenciais e digitais para ampliar essa conexão e acelerar a empregabilidade em todo o estado”, destaca o secretário.

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Cotec da Cidade de Goiás | Foto: Divulgação

A qualificação profissional também se tornou um dos pilares da política de retomada econômica. Por meio dos Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotecs), a rede de formação técnica oferece cursos gratuitos e capacitações voltadas às demandas do mercado.

Entre 2021 e 2025, mais de 143 mil certificados foram emitidos em cursos profissionalizantes, distribuídos entre 17 Cotecs e mais de 90 unidades descentralizadas de educação profissional.

“Investir em qualificação significa abrir portas para o trabalho digno. A formação profissional gratuita tem permitido que milhares de goianos ampliem suas oportunidades de renda e de inserção no mercado”, afirma Moura.

Apoio ao empreendedorismo

Outra frente de atuação da secretaria é o incentivo ao empreendedorismo, principalmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social. Dentro das ações integradas ao programa Goiás Social, foram criados instrumentos de apoio financeiro para quem conclui cursos profissionalizantes.

Entre eles estão o Crédito Social, que pode chegar a R$ 5 mil para a compra de equipamentos e insumos necessários à abertura de pequenos negócios, e a Bolsa Qualificação, que concede auxílio mensal de R$ 250 durante o período de formação.

Segundo dados da pasta, mais de 25,6 mil trabalhadores já foram beneficiados com o Crédito Social e cerca de 29 mil receberam a Bolsa Qualificação.

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Feira do Microeempreendedor do Crédito Social | Foto: Divulgação

Fortalecimento das economias locais

A atuação da secretaria também inclui o estímulo a cadeias produtivas regionais por meio da criação de Arranjos Produtivos Locais (APLs). Esses projetos buscam fortalecer setores específicos da economia em diferentes regiões do estado.

Entre os exemplos estão iniciativas voltadas à moda, ao mel, ao artesanato, à agricultura familiar e à biotecnologia, com polos em municípios como Morrinhos, Aruanã, Porangatu e São Luiz dos Montes Belos.

Inclusão produtiva e reciclagem

A secretaria também participa de iniciativas voltadas à inclusão social por meio da economia sustentável. Um dos exemplos é o projeto Incubacoop Catadores, vinculado ao programa Recicla Goiás, que busca estruturar cooperativas e capacitar trabalhadores que atuam na coleta de resíduos recicláveis.

Até agora, 653 catadores passaram por capacitação e 186 receberam Crédito Social para fortalecer sua atividade. Além disso, 18 cooperativas de reciclagem foram estruturadas em municípios goianos e 29 caminhões de coleta seletiva foram adquiridos para apoiar as cidades.

Cultura, turismo e identidade regional

A valorização da cultura e do artesanato também integra a estratégia de desenvolvimento regional. Entre 2021 e 2025, o governo estadual investiu mais de R$ 3,6 milhões em ações de incentivo ao artesanato goiano, incluindo feiras, espaços de comercialização e participação em eventos nacionais.

Hoje, cerca de 11,2 mil artesãos e mestres artesãos estão cadastrados no Sistema do Artesanato Goiano.

Para Moura, a combinação entre políticas sociais, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento das economias locais tem consolidado um novo modelo de desenvolvimento no estado.

“Mostramos que é possível unir crescimento econômico com inclusão social. Quando o Estado cria oportunidades de trabalho e valoriza as potencialidades regionais, as comunidades se fortalecem e a economia cresce de forma mais sustentável”, conclui.

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