O vereador Idelson Mendes renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Rio Verde em meio à crise institucional desencadeada por sua prisão preventiva. A decisão ocorre no contexto da quarta fase da Operação Regra Três, conduzida pelo Ministério Público do Estado de Goiás em conjunto com o Gaeco Sul.

A renúncia foi formalizada por meio de carta, lida em plenário pela vereadora Nayara Barcelos. Idelson deixa a presidência da Casa, mas mantém, ao menos por ora, o mandato parlamentar.

Preso desde o início da operação por suspeita de envolvimento em irregularidades em contratos e licitações no Legislativo municipal, Idelson passou a enfrentar forte pressão política. Dos 21 vereadores, 20 manifestaram apoio à renúncia, após reuniões internas que consolidaram a maioria absoluta pela mudança no comando da Mesa Diretora.

As investigações da Operação Regra Três apuram supostas fraudes em procedimentos de inexigibilidade de licitação e contratações que teriam beneficiado empresas e agentes públicos, incluindo a contratação de uma instituição de ensino para a realização de um concurso público posteriormente suspenso e cancelado por decisões judiciais e por órgãos de controle.

Com a saída de Idelson da presidência, o vice-presidente Francisco Nunes de Moraes, conhecido como Cabo Moraes, assume interinamente o comando do Legislativo. Em declarações públicas, ele afirmou que a prioridade será garantir transparência administrativa, normalizar os trabalhos da Casa e colaborar com os órgãos de investigação enquanto o processo segue em andamento.

O caso permanece sob apuração do Ministério Público, e novas diligências não estão descartadas. A Câmara de Rio Verde segue funcionando normalmente, agora sob nova condução, em um esforço para restabelecer a estabilidade institucional.

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