O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o Brasil precisa de liderança com “autoridade moral” para conduzir o país e criticou políticas do governo federal durante debate entre pré-candidatos do PSD à Presidência da República, realizado nesta sexta-feira, 6, em São Paulo.

O encontro, promovido pela Fundação Espaço Democrático, reuniu os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado para apresentar propostas e discutir caminhos para o país em meio à disputa interna do partido para a eleição presidencial de 2026.

Durante sua participação, o governador goiano afirmou que sua disposição para disputar a Presidência não é recente e relembrou sua trajetória política. “Essa vontade já vem de longo tempo. Não é agora. Quero saudar aqui o Afif, porque nós dois estivemos juntos em 1989, e também agradecer essa oportunidade de estar ao lado de dois grandes governadores, Eduardo Leite e Ratinho”, afirmou.

Caiado também elogiou a iniciativa do PSD de promover um debate programático entre os pré-candidatos e disse que o partido reúne gestores que têm apresentado bons resultados em seus estados. “Vamos deixar a humildade um pouco de lado para reconhecer: nós somos bons. Fizemos bons governos e a população reconhece isso”, declarou.

O governador destacou ainda que a construção de um projeto nacional exige diálogo com diferentes setores da sociedade e lideranças políticas de todo o país. “Ninguém é dono da verdade. Precisamos ouvir as boas cabeças do PSD, as entidades de classe e todas as regiões do Brasil para produzir um texto capaz de reunir as melhores ideias”, disse.

Com longa experiência no Congresso Nacional, Caiado afirmou que governar o país exige capacidade de articulação política e construção de maioria no Parlamento. “Eu fui parlamentar muitos anos e sei o que é construir maioria. Na Câmara são 513 deputados. Se você não conseguir formar maioria, não aprova nada”, afirmou.

O governador também criticou o ritmo de crescimento da economia brasileira e comparou os indicadores do país com outras economias emergentes. “Como é possível um país crescer 2,3%, enquanto China e Índia crescem acima de 7%? O Brasil precisa voltar a crescer e gerar oportunidades”, afirmou.

Durante o discurso, Caiado também fez críticas a medidas recentes do governo federal, especialmente nas áreas econômica e de saúde, e alertou para o risco de enfraquecimento do pacto federativo. Segundo ele, algumas políticas podem reduzir a autonomia de estados e municípios ao concentrar decisões na esfera federal.

Ao final da fala, Caiado afirmou que o país precisa de lideranças com credibilidade para enfrentar os desafios nacionais. “Graças a Deus nós temos estatura moral para chegar à Presidência da República e sentar naquela cadeira sem estar envolvido com bandalheira nem corrupção. O Brasil precisa de autoridade moral para governar”, concluiu.

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