O Ministério da Fazenda declarou que está prestes a concluir um acordo com a U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteira norte-americana, para fortalecer o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa de atuação mútua tem como objetivo integrar esforços de investigação e realizar operações conjuntas para interceptar armamentos e entorpecentes.

De acordo com a Receita Federal, o Brasil apreendeu, nos últimos 12 meses, meia tonelada de armas e 1,5 tonelada de drogas. O esforço de cooperação integra a agenda de relacionamento bilateral que vem sendo estabelecida entre Lula e Trump, segundo o governo.

O acordo prevê a troca de informações sobre cargas que transitem entre as duas nações e se somará ao programa “Desarma”, da Receita Federal, que criará um sistema de informações capaz de rastrear armas internacionalmente. O compartilhamento de dados ocorrerá de forma estruturada, permitindo o acompanhamento da rota em tempo real.

Será possível ter acesso a informações como tipo de material, origem declarada e dados logísticos, além da emissão de alertas às autoridades de fronteira dos dois países. O aumento da cooperação na fiscalização ocorre em meio a tensões políticas relacionadas à classificação de facções brasileiras como grupos terroristas.

A oposição ao governo do PT pressiona integrantes da gestão Trump para que considerem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo norte-americano ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

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