Em meio às articulações para a eleição presidencial de 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que não alterou seus planos e segue disposto a disputar o Palácio do Planalto. A declaração foi dada diante de especulações sobre a viabilidade da candidatura e sobre eventuais disputas internas dentro do partido.

Caiado negou, em entrevista à Veja, que exista qualquer tensão no União Brasil relacionada ao projeto presidencial e rejeitou a ideia de conflito com o vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto. Segundo o governador, ambos mantêm diálogo frequente e alinhamento político, inclusive após um encontro recente realizado na Bahia, no fim de abril.

O governador também confirmou que a primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, continua como pré-candidata ao Senado Federal nas eleições de 2026. O prazo oficial para o registro das candidaturas começa em agosto, quando os partidos deverão formalizar seus nomes junto à Justiça Eleitoral.

Apesar das declarações públicas, o cenário interno do União Brasil ainda envolve discussões estratégicas. A sigla, que integra uma federação partidária com o PP, avalia a possibilidade de não lançar candidatura própria à Presidência e apoiar um nome de consenso do Centrão. Entre as alternativas citadas nos bastidores está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com melhor desempenho em pesquisas recentes entre governadores alinhados ao campo conservador.

Caso a candidatura presidencial não se concretize, Caiado terá até abril, conforme o calendário eleitoral, para decidir se permanece no União Brasil ou se busca outra legenda para disputar uma vaga no Senado. Sem possibilidade de reeleição ao governo estadual após dois mandatos consecutivos, ele tem indicado o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como principal nome para a sucessão em Goiás.

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