PF encontra armas em casa de cidade goiana durante operação que prendeu ex-presidente do INSS
13 novembro 2025 às 19h30

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um fuzil, uma pistola, munições, dinheiro vivo guardado em um cofre e carros de luxo, entre eles um Cadillac e um Mustang, durante o cumprimento da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira, 13.
A ação investiga um amplo esquema de corrupção e fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com a PF, o dinheiro em espécie foi localizado em um endereço ligado a um deputado estadual do Maranhão, enquanto as armas foram encontradas em uma residência em Goiás.
Já os veículos de luxo foram apreendidos em São Paulo e Brasília. A operação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), busca aprofundar as investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Ao todo, são 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão cumpridos em 14 estados e no Distrito Federal. Os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação de patrimônio.
Antiga cúpula do INSS e dirigentes da Conafer estão entre os alvos
A PF mira a antiga cúpula do INSS e dirigentes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Entre os alvos com mandados de prisão estão:
- Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS;
- André Fidelis, ex-diretor da autarquia;
- Virgílio Filho, ex-procurador do INSS, e sua esposa;
- Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer;
- Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, contador da Conafer;
- Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à entidade;
- Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT).
O presidente da Conafer, Carlos Lopes, também é alvo da operação, mas está foragido. Outro investigado é o lobista Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, que já está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.
As decisões judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Mandados de busca e apreensão também atingem o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araujo (PSB-MA).
Segundo a decisão judicial, um dos investigados deverá usar tornozeleira eletrônica. A defesa de Alessandro Stefanutto classificou a prisão como “completamente ilegal”, afirmando que o ex-presidente do INSS “colabora desde o início das investigações” e pretende “comprovar sua inocência”.
O deputado Euclydes Pettersen disse apoiar “integralmente o trabalho das autoridades” e declarou estar “à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
Já os advogados de Virgílio Filho e Thaísa informaram que ambos se apresentaram espontaneamente à PF, demonstrando “respeito às instituições e o compromisso em contribuir para o esclarecimento dos fatos”.



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