Morre Antônio Aparecido Flamínio, pioneiro da PRF e referência histórica para Goiás
12 janeiro 2026 às 11h09

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Morreu neste domingo, 11, aos 91 anos, o policial rodoviário federal aposentado Antônio Aparecido Flamínio, um dos grandes nomes da história da Polícia Rodoviária Federal em Goiás. O falecimento ocorreu em decorrência de complicações gastrointestinais. O velório acontece no Jardim das Palmeiras e segue até esta segunda-feira, 12, às 11h.
Flamínio integrou a primeira turma da PRF em Goiás, sendo reconhecido como um dos pioneiros da instituição no estado. Sua trajetória profissional se confunde com a própria consolidação da Polícia Rodoviária Federal na região Centro-Oeste, em um período decisivo para o desenvolvimento nacional.

Uma carreira marcada pelo pioneirismo
Antônio Aparecido Flamínio ingressou na PRF em 1959, época em que o Brasil vivia profundas transformações estruturais. O país expandia sua malha rodoviária federal como estratégia de integração nacional, desenvolvimento econômico e ocupação do interior, especialmente durante o governo do então presidente Juscelino Kubitschek.
Em Goiás, a presença da PRF ainda era incipiente, e coube a Flamínio e a outros poucos servidores a missão de implantar, fiscalizar e organizar o policiamento rodoviário federal, muitas vezes em condições precárias, com estradas de terra, sinalização limitada e longas distâncias entre os postos de apoio.
Seu trabalho foi fundamental para garantir segurança viária, fiscalização de cargas e transporte de passageiros, além do combate a ilícitos nas rodovias federais que cortam o estado, contribuindo diretamente para a integração de Goiás ao restante do país.
Primeiro motociclista de escolta da PRF em Goiás
Entre seus feitos mais marcantes, Flamínio ficou conhecido por ser o primeiro policial rodoviário federal motociclista de escolta em Goiás. A função exigia preparo técnico, coragem e disciplina, já que as escoltas oficiais percorriam longos trechos rodoviários em um período de infraestrutura ainda em formação.
Esse protagonismo levou Flamínio a participar de um dos momentos mais simbólicos da história brasileira: ele integrou a equipe de escolta do presidente Juscelino Kubitschek durante a construção de Brasília, acompanhando deslocamentos oficiais no eixo Goiânia–Brasília. A construção da nova capital, inaugurada em 1960, transformou definitivamente Goiás, impulsionando crescimento econômico, urbanização e aumento do fluxo rodoviário — cenário no qual a PRF teve papel essencial.
Legado para Goiás e para a PRF
Ao longo de sua carreira, Antônio Aparecido Flamínio ajudou a construir os valores institucionais da PRF, como disciplina, compromisso com o serviço público e dedicação à sociedade. Seu trabalho abriu caminho para gerações de policiais rodoviários federais que hoje atuam em Goiás, estado que possui uma das mais extensas e estratégicas malhas rodoviárias do país.
A PRF, criada oficialmente em 1928 e fortalecida nas décadas de 1950 e 1960, teve em Flamínio um representante do espírito de missão que marcou seus primeiros anos, quando o efetivo era reduzido e a atuação exigia versatilidade, resistência física e profundo senso de responsabilidade.
Homenagens e reconhecimento
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal e o SINPRF-GO lamentaram profundamente a perda e se solidarizaram com familiares e amigos. As instituições destacaram os relevantes serviços prestados por Flamínio à PRF, a Goiás e à sociedade brasileira, ressaltando seu papel histórico e seu legado de dedicação ao serviço público.
Antônio Aparecido Flamínio deixa familiares, amigos e uma trajetória que permanece como referência de pioneirismo, coragem e compromisso. Sua história se confunde com o crescimento de Goiás e com a consolidação da Polícia Rodoviária Federal como uma das principais instituições de segurança pública do Brasil.
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