“Justiça concedeu medida em 40 minutos”, afirma delegado sobre caso de feminicídio em Itumbiara
16 fevereiro 2026 às 11h19

COMPARTILHAR
Elieser Teodoro da Silva, de 39 anos, foi morta pelo ex-companheiro, o operador de empilhadeiras Pedro da Costa Queiroz, de 46 anos, no último fim de semana, em Itumbiara.
Ao Jornal Opção, o delegado responsável pelo caso, Felipe Sala, explicou que a vítima havia solicitado duas medidas protetivas contra Pedro. A primeira foi pedida em 2024, mas acabou sendo retirada posteriormente. Na ocasião, Elieser voltou a morar com o companheiro. Já a segunda medida protetiva foi solicitada em 2026.
“Em 2026, no dia 6 de janeiro, ela compareceu novamente à delegacia e pediu uma nova medida protetiva. O pedido foi protocolado e, em cerca de 40 minutos, a Justiça deferiu a medida. Mesmo após o deferimento, a vítima continuou residindo com o autor”, disse o delegado.
Segundo Felipe Sala, no último fim de semana, o casal teria se desentendido e, durante a briga, Pedro sacou um revólver e efetuou diversos disparos contra a vítima.
“Ele utilizou um revólver para cometer o crime, efetuou vários disparos contra a vítima e, durante a briga, atingiu a enteada, uma adolescente de 15 anos, com uma coronhada. Em seguida, ele tirou a própria vida com um disparo na cabeça”, explicou.
O delegado também informou que a adolescente será a principal testemunha do caso, além de vizinhos que relataram ter ouvido a discussão entre o casal.
“Ela é a principal testemunha do caso, mas, por ser menor de idade, só pode ser ouvida por meio de depoimento especial. Não é possível intimá-la para prestar depoimento na delegacia de forma convencional, sem acompanhamento psicológico, amparo e uma estrutura adequada”, completou.
O caso é investigado como feminicídio, lesão corporal leve e autoextermínio. Um inquérito policial foi instaurado, mas deve ser arquivado devido à extinção da punibilidade em razão da morte do investigado.
A reportagem procurou o advogado de defesa de Pedro da Costa Queiroz para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Leia também: Feminicídio em Itumbiara expõe possíveis falhas no cumprimento de Medida Protetiva

