Investigação sobre sumiço de vírus envolve pesquisadora da Unicamp
25 março 2026 às 18h34

COMPARTILHAR
Uma professora da Universidade Estadual de Campinas está no centro de uma investigação da Polícia Federal após o desaparecimento de amostras virais de um laboratório da instituição. A pesquisadora, que atua na área de virologia com foco em vacinas e doenças em animais, é suspeita de ter retirado o material de forma irregular de uma área com alto nível de biossegurança.
As amostras estavam armazenadas em um laboratório classificado como NB-3, considerado o mais elevado nível de contenção disponível no Brasil para estudos com agentes infecciosos. Esse tipo de ambiente exige protocolos rigorosos de acesso e manipulação, devido ao potencial risco à saúde humana e à possibilidade de disseminação de doenças.
A investigação teve início após o sumiço do material em fevereiro. Durante as apurações, os agentes localizaram as amostras em outros laboratórios da própria universidade, onde a docente atuava. Segundo a Justiça, houve manuseio inadequado e até descarte de material biológico em locais impróprios, o que pode ter exposto terceiros a riscos.
A professora foi presa em flagrante, mas acabou liberada para responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares, como a proibição de acessar os laboratórios envolvidos e restrições de deslocamento. Ela pode responder por crimes como exposição da vida e da saúde de outras pessoas a perigo, transporte irregular de organismos geneticamente modificados e fraude processual.
Em nota oficial, a universidade informou que abriu uma investigação interna e que está colaborando com as autoridades para esclarecer o caso. O material recuperado foi encaminhado para análise, enquanto a instituição reforçou o compromisso com a segurança e a integridade das pesquisas científicas.
Leia também:
Congresso de cirurgia dermatológica em Goiânia debate impacto da inteligência artificial na medicina

