A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) concluiu o inquérito que investigava o desaparecimento da empresária Daiane Alves de Sousa, de 43 anos, ocorrido na noite de 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas. As investigações apontam que a vítima foi assassinada pelo síndico do prédio onde possuía imóveis, motivado por uma disputa considerada fútil envolvendo a administração de seis apartamentos.

O esclarecimento do caso foi apresentado durante coletiva de imprensa com a presença do delegado-geral da PC-GO, André Ganga; do delegado regional de Caldas Novas, Rodrigo Pereira; e do delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município, André Luiz, responsável pelo inquérito.

A conclusão das investigações ocorreu após a localização de restos mortais da empresária em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no sentido de Catalão, além da prisão do síndico, Cleber Oliveira.

Corretora de imóveis que morreu | Foto: Divulgação

Segundo o delegado-geral André Ganga, a descoberta marca o encerramento de uma etapa decisiva da apuração. “Hoje nós temos o desfecho desse caso tão trágico. Trata-se de mais um homicídio motivado por razão fútil ocorrido aqui em Goiás”, afirmou.

De acordo com a Polícia Civil, o síndico confessou o crime e relatou que assassinou Daiane no subsolo do complexo de apartamentos após desligar os disjuntores de energia, com o objetivo de atraí-la para um ponto sem cobertura das câmeras de segurança. O homicídio teria ocorrido em cerca de oito minutos, entre 19h, quando a vítima desceu ao subsolo, e 19h08, horário em que outra moradora passou pelo local sem encontrar vestígios da empresária.

As investigações indicam que Daiane e Cleber mantinham conflitos recorrentes relacionados ao controle e à administração dos seis apartamentos pertencentes à família da vítima, anteriormente geridos pelo síndico. A disputa resultou no registro de mais de dez boletins de ocorrência contra o administrador do condomínio.

Ainda conforme a PC-GO, o síndico teria proibido familiares da empresária de utilizarem áreas comuns do edifício e impedido a entrada de hóspedes vinculados a Daiane. Em razão dessas irregularidades, a vítima obteve uma decisão judicial definitiva favorável contra o condomínio no dia 11 de dezembro, poucos dias antes do crime — fato que, segundo os investigadores, reforça a motivação do homicídio.

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