Carros clássicos são herança da Revolução Cubana de 1959
11 abril 2026 às 21h00

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Lúcia Pedreira
Em Cuba
Os carros clássicos fazem parte da história de Cuba. Muitos deles, inclusive americanos, ficaram na ilha, depois que a revolução derrubou a ditadura de Fulgencio Batista, em 1959.
Alguns são usados para serviço de táxi e outros, turismo. Os charmosos veículos dos anos 50 são bem coloridos e conservados.
Com certeza, não passam despercebidos pelos visitantes.
Em Havana, os motoristas possuem pontos de estacionamento, em locais estratégicos, para chamar a atenção e enfeitiçar os estrangeiros. É uma magia à parte. Entrar em um deles é como se estivesse em uma cena de filme.

As marcas são variadas. Um passeio custa 25 dólares para o grupo de quatro pessoas.
Irresistível, e nós embarcamos nesse sonho de ver parte da capital, aboletados em um Ford, com motor da Mercedes-Benz, de 1959. Um passeio agradável.
Chegamos a fazer também uma viagem longa, de Havana a Cayo de Santa Maria, em um deles, por indicação de um resort. Achamos o preço em conta.
Também tivemos a oportunidade de viajar de ônibus, e em outros tipos de condução. No país, há carros mais novos, mas a maioria da frota é velha mesmo.

China fornece veículos para o governo
Não é fácil manter um veículo, por causa da reposição de peças. Cuba tenta superar o problema. Há parceria com uma empresa russa para atender veículos utilitários.
Os particulares conseguem comprar peças por meio de contatos fora do país e as recebem via Panamá. O motorista Pedro tentou explicar essa articulação nada fácil de entender. A aquisição de um carro também é complexa.
A China fornece veículos para o governo. Algumas pessoas adquirem o veículo da frota estatal, quando colocados à venda. Outras, por meio de terceiros.

A opção mais econômica para os cubanos é o tuc tuc. É o meio de transporte de várias pessoas que prestam serviço de táxi, muito usado pela população porque é barato.
Além desses entraves, os cubanos enfrentam a escassez de combustível, antes fornecido pela Venezuela. Agora, pior ainda, depois que os EUA passaram a controlar o produto — depois da prisão de Nicolás Maduro e do controle do país pelos Estados Unidos.
Lúcia Pedreira, jornalista, é colaboradora do Jornal Opção.

