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Tese de petista: “Uma possível derrota de João Gomes para prefeito de Anápolis será menos uma derrota sua e mais uma derrota dos irmãos petistas Antônio Gomide, eleito vereador com boa votação mas nada surpreendente, e Rubens Otoni, deputado federal que ficou meio escondido no pleito deste ano. Se o prefeito for derrotado, a situação da dupla não será das melhores para o pleito de 2018. O primeiro pleiteia a vice de Daniel Vilela, na disputa pelo governo”.
No caso de novas eleições em Senador Canedo, o ex-prefeito Divino Lemos, vetado pela Justiça Eleitoral, deve bancar sua mulher, Laudenir Lemes, para prefeita.
Divino Lemes é, eleitoralmente, forte. Resta saber se vai conseguir transferir votos para sua mulher, uma ex-deputada estadual.
Enquanto a Justiça Eleitoral não decide, Zélio Cândido, o segundo mais votado, comenta com aliados que assumirá a prefeitura no dia 1º de janeiro de 2017.
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Prefeito João Gomes[/caption]
O vereador Jakson Charles, reeleito pelo PSB, diz que o candidato do PT a prefeito de Anápolis, João Gomes, “não tem responsabilidade pelos problemas nacionais no partido”, como a corrupção na Petrobrás.
“João Gomes deveria se apresentar ao eleitorado e dizer assim: ‘O PT pecou no âmbito nacional, no chamado petrolão investigado pela Operação Lava Jato. Mas não pecou em Anápolis. Observe a nossa administração, nos últimos oito anos, e diga, com seu voto, se a aprova ou não. Mas não julgue a minha candidatura por aquilo que aconteceu no país’”, sugere Jakson Charles.
Não se trata de romper com o PT, orienta Jakson Charles. “Trata-se, isto sim, de distinguir responsabilidades. O que o PT faz em outros Estados não é de responsabilidade do PT em Goiás. Sei, porém, que, como o deputado federal Rubens Otoni e o ex-prefeito Antônio Gomide são muito ligados ao PT, à sua ideologia, eles não autorizam João Gomes a fazer a distinção”, frisa o vereador.
Discreto, como sempre, o deputado federal Fábio Sousa trabalhou intensamente no interior, buscando ampliar sua base eleitoral. O tucano contribuiu para um feito em Pirenópolis. Nesta cidade turística, ajudou a eleger João do Léo, que, apesar de ter sido candidato pelo DEM, não tem nada a ver com o senador Ronaldo Caiado e com o próprio partido Democratas.
Aproveitando-se de uma divisão na base política do marconismo, João do Léo pôs os pés nas ruas e acabou ganhando a eleição. Agora, como não tem experiência administrativa, aqueles que o apoiaram, para evitar que fracasse — e se torne um novo Fabiano Sem Saneago, o perdidão prefeito de Nerópolis —, têm a responsabilidade de ajudá-lo a gerir a prefeitura.
O médico e vereador Dr. Gian Said, do PSB, é um político articulado e tem o apoio da poderosa Igreja Fonte da Vida, dirigida pelo apóstolo César Augusto. Ele é cunhado do deputado federal Fábio Sousa, uma das revelações políticas do PSDB, dada sua capacidade de articulação (e não mais só dentro da igreja; observe-se que seu candidato a prefeito de Pirenópolis, João do Léo, foi eleito). Porém, mesmo com amplo apoio, o Dr. Gian não se elegeu.
O motivo é prosaico: na verdade, o Dr. Gian foi bem votado. Mas a coligação de seu partido, o PSB, com o PSDB não foi, do ponto de vista eleitoral, um dos negócios para os postulantes do Partido Socialista Brasileiro. Mas há quem afirme, no meio político, que faltou certo empenho da Igreja — uma das que mais tem fiéis em Goiânia — na sua eleição. Há também quem sustente que a Igreja se empenhou, mas o candidato precisa se esforçar um pouco.
Frise-se que teve candidato eleito com menos da metade dos votos do Dr. Gian.
Cinco peemedebistas reuniram-se na semana passada para discutir o fracasso do PMDB na disputa para vereador. Eles concluíram que o deputado José Nelto, do PMDB, não demonstrou força eleitoral em Goiânia, talvez porque tenha se preocupado mais com suas bases no interior.
O vereador Giovane Antônio, depois de quatro mandatos consecutivos, sofreu uma derrota acachapante. Segundo um peemedebista, Giovane Antônio era o “dono” dos votos da populosa região dos setores Urias Magalhães, Crimeia Oeste e Crimeia Leste.
Já Milton Mercês, primo e desafeto de José Nelto, militante da mesma região, acabou eleito. Argumento dos peemedebistas: “Não abandonou os moradores dos bairros e não ficou soberbo”.
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Reprodução / Celg[/caption]
Confirmada a saída da economista Ana Carla Abrão, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tende a indicar para a Secretaria da Fazenda um executivo ligado ao prefeito eleito de São Paulo, João Dória (PSDB). O nome local mais cogitado é o de Fernando Navarrete, que faz um trabalho apontado como meritório na Celg.
Arnaldo B. S. Neto Há um aspecto da autodefesa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez recentemente que merece registro. Trata-se de uma breve consideração sobre nosso presidencialismo de coalizão, no qual um presidente se elege com 50 deputados e depois vai ter de montar a sua base de apoio no Congresso Nacional. Este é o calcanhar de Aquiles de nosso sistema político e ainda vai nos render bons dissabores. Basta ver os possíveis candidatos para 2018, como Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). Mesmo eleitos, contarão com uma base mínima no Congresso e terão de “negociar” apoio não somente para montar a base aliada, como também a cada votação importante. Acho incrível que este processo de impeachment não tenha levado os brasileiros a nenhuma mudança significativa em nosso sistema político. Somos um povo imprevidente e insensato, mais dado a emoções do que a considerações racionais. Crises de governo como a que tivemos poderão se repetir num futuro próximo. Sem reformas estruturais, vamos patinar neste crescimento medíocre de 1% a 2% ao ano e as instabilidades decorrentes da combinação entre governo ineficaz e economia capenga vão sempre se transformar em instabilidade política. Mas não vou falar em parlamentarismo, pois até pessoas inteligentes no Brasil se comportam de maneira infantil quando escutam esta palavra. Mas alguma mudança significativa precisa ser feita para melhorar a qualidade da nossa democracia e para garantir um relacionamento melhor entre Executivo e Legislativo que não seja pela abertura de “balcões de negócios”. Arnaldo B. S. Neto é doutor em Direito Público pela Universidade Vale dos Sinos (Unisinos-RS) e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG).
“Parece natural crer que as motivações do crime de Itumbiara foram mesmo políticas”
João Paulo Lopes Tito O que seria um crime político? E qual a diferença de “crime político” para “crime comum com motivação política” (parece-me que a reportagem utilizou o termo de forma equivocada, a despeito de a fala transcrita do político estar tecnicamente correta). Porque, a não ser que se descubra que a esposa do atirador tinha um caso com o Zé Gomes, me parece natural (e quase obrigatório) crer que as motivações foram mesmo políticas. A principal linha de investigação, sem dúvidas. [“Gugu Nader diz que o assassinato de Zé Gomes foi 100% político”, Jornal Opção 2152, coluna “Bastidores”] João Paulo Lopes Tito é assessor jurídico no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).“Jovens e adolescentes estão faltando com o respeito e com a dignidade”
Tânia Souza Tem de mudar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Tem de, na verdade, separar, pois “adolescente” não é “criança”. Essa questão de dizer que quem cometeu o crime foi um menor, por exemplo: ora, o “de menor” já vota em candidato; um “de menor” já engravida uma menina, mesmo tendo todas as formas de prevenção disponíveis. Os políticos têm de parar de dar Bolsa Família e passar a construir escolas profissionalizantes em período integral, para ocupar a mente desses “de menor”. Os pais têm de se responsabilizar, sim, pelo mal que seus filhos fazem na escola, pois a educação e o limite começam em casa. Eu sou do tempo em que pedia a bênção para os pais e que só após o pai chegar à mesa poderia se servir a refeição, já que ele era o provedor. Tinha castigo severo caso houvesse desobediência a tarefas como lavar a calçada, ler um livro, memorizar a tabuada e os países. Portanto, está faltando o respeito e a dignidade humana a esses jovens e adolescentes. [“Em Goiás, adolescentes torturam e planejam o assassinato de amiga em crime assustador”, Jornal Opção Online]“Eleição em Goiânia mudou políticos, mas a prática continuará a mesma”
Anderson Alves As eleições municipais em Goiânia revelaram uma falsa renovação. Se nomes conhecidos vão sair da Câmara, vão entrar sobrenomes não menos famosos entre os políticos. Da mesma forma, não alguns vereadores que até domingo passado eram anônimos não podem ser considerados algo novo: eles representam não uma comunidade, um bairro, uma entidade social, mas apenas um grupo religioso. Estão lá por conta da indicação "iluminada" feita por pastores de igrejas. Dessa forma, fica difícil acreditar que, mesmo com 22 pessoas diferentes, tenhamos alguma ideia nova brotando do Legislativo goianiense. Foi uma mudança apenas de políticos, mas não de prática. Essa continua a mesma de sempre e a população logo vai sentir seus piores efeitos. Anderson Alves é professor.
O vice-presidente do PSB em Anápolis, vereador Jakson Charles, disse ao Jornal Opção na sexta-feira, 14, que o partido mantém o apoio ao candidato do PT, João Gomes, no segundo turno. “Seria contraditório ter apoiado João Gomes no primeiro turno, participar do governo petista desde 2009 e, de repente, mudar de lado. Nós consultamos a senadora Lúcia Vânia, presidente regional do PSB, e fomos aconselhados a manter o apoio ao candidato petista”, afirma Jakson Charles. O vereador reeleito diz que nada tem contra Roberto do Orion, Jovair Arantes e o PTB. “Aliás, ninguém do PTB nos procurou para compor no primeiro e no segundo turno. Ficamos sabendo das articulações pelos jornais.”
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Presidente Hélio de Sousa[/caption]
Helio de Sousa é responsável por uma gestão eficiente e ética na presidência da Assembleia Legislativa. Eleitoralmente, não foi muito bem este ano. Ele perdeu em duas de suas principais bases eleitorais, Goianésia e Buriti Alegre. Na primeira cidade, seu candidato, Jalles Fontoura (PSDB), perdeu para o deputado Renato de Castro (PMDB). Em Goiânia, bancou o Pastor Wilson para vereador, mas sem sucesso. Sousa deve ir à reeleição em 2018.
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João Bosco Bittencourt: eficiência e diplomacia[/caption]
Um líder do PSB afirma: “O jornalista João Bosco Bittencourt tem desempenhado papel crucial nos bastidores da campanha de Vanderlan Cardoso. Não faz barulho, mas atua com competência nas missões a ele confiadas. É craquíssimo, um Messi do jornalismo que entende tudo de política”.
De um deputado peemedebista: “Ninguém quer carregar o caixão do PT. Por que suja as mãos e é muito pesado”.
Por isso o caixão do PT permanece em praça pública, decompondo-se, assim como o “cadáver” do partido.
Até 2011, antes da guerra civil, a população da principal cidade da Síria passava de 2 milhões e meio. Hoje estima-se que pouco mais de 1 décimo desse número ainda está no local
Do ex-deputado Felisberto Jacomo: “Se for eleito prefeito de Goiânia, Iris Rezende vai querer tomar o sangue de Maguito Vilela e Daniel Vilela numa taça de prata”.
Possível ida para Santa Helena pode significar que ele não está animado com a candidatura de Iris Rezende em Goiânia
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| Foto: reprodução[/caption]
Jorcelino Braga é cotado para ser o secretário de Finanças da Prefeitura de Santa Helena, a partir de janeiro de 2017.
O filho do ex-governador Alcides Cidinho Rodrigues, João Alberto Rodrigues, foi eleito prefeito de Santa Helena.
A possível ida de Jorcelino Braga para Santa Helena pode significar que ele não está mais animado com a candidatura de Iris Rezende em Goiânia.

