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Se o chicote “terrivelmente evangélico” de André Mendonça for usado como instrumento principal, convém descobrir se ele alcança a todos
Alguns morreram ainda jovens e outros passaram por situações graves depois de deixarem o cinema
O filho fez acusações contra o cantor envolvendo supostas relações com mulheres menores de idade, alegações que foram rejeitadas pelo artista
Experiência gastronômica reúne o espanhol Jamón Joselito Vintage e rótulos do grupo Tempos Vega Sicilia no dia 26 de setembro
Magda Mofatto divulgou um vídeo no qual se refere a Felipe Cecílio como "ladrão de windbanners". Já Felipe Cecílio diz ter entrado com representação no MPE
O hospital também recebe currículos para cadastro de reserva nas funções de enfermeiro obstetra, enfermeiro de UTI Neonatal e Adulto, enfermeiro de Centro Cirúrgico e de Núcleo Interno de Regulação (NIR), além de farmacêutico, psicólogo hospitalar, fonoaudiólogo, faturista, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta
Sindicato contesta reajustes de até R$ 8 no botijão de 13 kg e prevê mobilização de mais de 60 caminhões em Goiânia
Partes de manuscrito do século 6, atualmente preservadas em três cidades europeias, serão exibidas juntas em Aquileia, no norte da Itália
A visita ocorreu enquanto a ABDI avalia a criação de cinco laboratórios de difusão tecnológica, com a previsão de instalar uma unidade em cada região do país
O corpo que seria de Fagner de Lima foi encontrado por volta de 11h
Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luís César Bueno têm compromissos de campanha em diferentes municípios de Goiás
Edemundo Dias
A omissão não é um “nada”. Na ética, no direito e na vida institucional, deixar de agir constitui forma de conduta; a inação é ação — e, em muitos casos, a mais gravosa das irresponsabilidades. Quem não tem o dever de intervir pode, em tese, permanecer em silêncio. Já quem ocupa posição de guarda — de representação ou de custódia de valores públicos — não tem o direito de se refugiar na cumplicidade da mudez.
Enquanto a República se degrada em escândalos sucessivos, seletividade judicial e erosão aberta das garantias constitucionais, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional) observa em silêncio disciplinado, em contraste com posturas firmes de várias seccionais. Um silêncio tão meticuloso que se traveste de prudência. Não é. É omissão deliberada. É covardia institucional com carimbo de entidade de classe.
Rui Barbosa, nosso patrono, não teria a delicadeza hipócrita de hoje. Diria, sem rodeios, que legalidade e liberdade são âncoras da vocação do advogado — e não meros enfeites de discurso de posse. Não desertar a justiça dos tribunais, nem cortejar demais as autoridades. Não mitigar a verdade ante o poder.
Não se omitir nas causas perigosas quando justas. Justiça seletiva ou omissão seletiva não é cautela institucional: é covardia com diploma. Em 1916, no discurso de Buenos Aires, ele admoestou com precisão que jamais caduca: “Entre os que destroem a lei e os que a observam não há neutralidade admissível. […] Desde que a violência calca aos pés, arrogantemente, cruzar os braços é servi-la. […] Em presença da insurreição contra o direito, a neutralidade não pode ser a indiferença, não pode ser a insensibilidade, não pode ser o silêncio.”
Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder, completaria o ultimato. O patrimonialismo estamental não morreu: apenas trocou de traje. O Estado continua capturado por um establishment que se autoprotege com linguagem republicana, toga e discursos de “estabilidade institucional”. Essa impunidade seletiva não é acidente de percurso. É a regra carcomida com verniz novo — e a OAB, ao preferir o conforto da inércia, confirma a tese de Faoro com precisão didática: os donos do poder seguem no comando.
Aos advogados e à nação, ambos — o Águia de Haia e o Intérprete do Brasil — diriam a verdade com a singeleza do óbvio: leniência corporativa não é estratégia. É renúncia. Defesa da Constituição não se faz apenas em petições bem-redigidas; faz-se com voz pública quando os poderes se desviam.
Quando a Ordem se cala diante do arbítrio e do privilégio, deixa de ser guardiã da legalidade e da cidadania e passa a ser, no mínimo, cúmplice constrangida — e, por vezes, entusiasta — da sua dissolução. Sem a voz altissonante da OAB, a República não passa de simulacro bem administrado — um teatro de formalidades em que a legalidade é invocada apenas quando convém aos que mandam.
Barbosa e Faoro, em momentos cruciais, não pediram acomodação nem “prudência institucional”. Pediram independência ou morte — de verdade. Não o silêncio cúmplice que se disfarça de isenção. Pois, hoje, a isenção tem nome: irresponsabilidade.
Nesse contexto, cabe à OAB e a cada advogado decidir se ainda restam ouvidos para essas vozes e punhos — ou se a conveniência e a conivência já se tornaram a verdadeira tradição da Casa de Rui, de Raymundo… e de todos os advogados brasileiros.
Por fim, vale o grito não menos altaneiro de um outro paráclito dos advogados de todo o mundo — a maior personalidade do século XX quando se fala em direitos civis e em luta pela liberdade e justiça —, o Doutor Luther King, em um dos momentos mais graves da história da dos Estados Unidos da América:
“Teremos que nos arrepender nesta geração, não apenas pelas palavras e atos odiosos das pessoas más, mas pelo silêncio e indiferença estarrecedores das pessoas boas que se sentam e dizem: “espere pelo tempo”.’”
Edemundo Dias de Oliveira Filho é advogado, delegado de Polícia de Classe Especial Veterano, especialista e Mestre em Direito Público e Segurança Pública
Os restos mortais de Jefferson foram localizados no dia 16 de setembro, em uma área de mata situada dentro de uma fazenda, em Aparecida de Goiânia
Investigado foi abordado após sair de agência da Caixa Econômica Federal; segundo delegado Rony Loureiro, homem de 72 anos é empresário do ramo imobiliário e possui mais de 100 imóveis na cidade


