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Taxa do Lixo
Câmara de Goiânia aprova revogação da Taxa do Lixo com condicionante orçamentária

Projeto impede cobrança em 2026, mas exige estudo de impacto e aval da Fazenda

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Campeonato
Goianão 2026: TV Brasil Central garante mais de 40 transmissões exclusivas e estreia novo formato

De acordo com o presidente da Agência Brasil Central (ABC), Reginaldo Júnior, o torneio é motivo de orgulho para o estado de Goiás

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Endividamento
Dívida pública bruta do Brasil retorna a 79% do PIB em novembro e alcança R$ 10 trilhões

Somente em novembro, o déficit primário totalizou 14,4 bilhões de reais, mais do que o dobro do observado em igual mês do ano anterior (6,6 bilhões)

Loteria
Maior bolão da Mega da Virada ganha repercussão nacional após reportagem do Jornal Opção

Segundo o responsável, a demanda por novas cotas cresceu de forma acelerada depois da divulgação do caso na imprensa

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Segurança
Teste da Urna 2025 não identifica falhas que comprometam eleições, aponta TSE

Os relatórios do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais — o Teste da Urna 2025, revelam que não foram identificadas falhas capazes de comprometer o processo eleitoral. Entre 1º e 5 de dezembro, investigadores externos executaram 29 planos de ataque, dos quais seis apresentaram achados considerados mitigáveis.

As análises das Comissões Avaliadora e Reguladora apontam que nenhum dos achados observados durante os testes representa risco efetivo à integridade, ao sigilo do voto ou ao resultado das eleições. Segundo a Comissão Avaliadora, as fragilidades identificadas são passíveis de mitigação e contribuem para o aprimoramento contínuo dos sistemas. Já a Comissão Reguladora reforça que, diante das múltiplas barreiras de segurança existentes, não houve configuração de falha real.

Auditoria permanente e transparência

O Teste da Urna integra as etapas de auditoria e fiscalização do processo eleitoral, permitindo que especialistas externos avaliem os sistemas de votação, apuração e totalização dos votos. Com participação aberta e colaborativa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) busca reforçar a confiabilidade do sistema eletrônico e ampliar o controle social sobre o processo.

A edição de 2025 registrou recorde de participação, com 149 inscritos e 109 planos de teste apresentados, dos quais 38 foram aprovados. Durante a semana de execução, 19 testes foram realizados integralmente, dez de forma parcial, seis não foram executados por opção dos investigadores, cinco foram alterados e dois novos planos apresentados não obtiveram aprovação.

Os trabalhos foram acompanhados por equipes técnicas da Universidade de São Paulo (USP), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), do TSE e de entidades convidadas.

Teste de confirmação

Por recomendação da Comissão Avaliadora, os investigadores responsáveis pelos três testes que apresentaram achados retornarão ao TSE entre 13 e 15 de maio de 2026 para o Teste de Confirmação. A etapa permitirá verificar se as correções implementadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação foram eficazes para bloquear eventuais vulnerabilidades.

Até a cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, prevista para setembro de 2026, os sistemas permanecerão abertos para inspeção por entidades fiscalizadoras.

Composição da comissão avaliadora

A Comissão Avaliadora contou com especialistas de instituições acadêmicas, órgãos de controle e entidades profissionais:

  • André Ricardo Abed Grégio, Sociedade Brasileira de Computação (SBC)
  • André Torres Breves Gonçalves, Tribunal de Contas da União (TCU)
  • Antonio Esio Marcondes Salgado, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
  • Júlio Ferreira de Andrade, juiz auxiliar da Presidência do TSE
  • Leonardo Bueno de Melo, Polícia Federal
  • Osvaldo Catsumi Imamura, Instituto de Estudos Avançados do DCTA
  • Renato Costa Salomão, Ministério Público da União (MPU)
  • Roberto Samarone dos Santos Araújo, Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Watson Odilon Pereira de Faria, Conselho Federal da OAB (CFOAB)

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MÚSICA
Bach: o fim de um mundo, o começo de todos

Encerrar um ano é sempre um gesto simbólico. Olhamos para trás, organizamos memórias, tentamos compreender o que se fecha e o que permanece. Talvez por isso Johann Sebastian Bach seja uma companhia tão adequada para este momento. Poucos artistas representam com tanta clareza o fim de um mundo, e, paradoxalmente, o alicerce de tantos outros.

Para o historiador da música Roland de Candé, a obra de Bach resume toda a história da música tal como ela podia ser compreendida em seu tempo: uma síntese impressionante da polifonia imitativa, do estilo concertante e do canto dramático, levados ao mais alto grau de perfeição. Bach não foi um compositor profético, no sentido de anunciar o futuro. Foi, antes, aquele que levou o Barroco até o limite máximo de sua realização e, justamente por isso, marcou o fim desse estilo.

Johann Christoph Bach (1642 – 1703)

Nascido em Eisenach, em 1685, Bach herdou não apenas um sobrenome, mas um ofício. Antes dele, os Bach já eram músicos municipais, organistas, violinistas, mestres de capela. A música, naquela família, não era um chamado excepcional, mas um saber transmitido de geração em geração. Órfão ainda criança, Johann Sebastian foi criado pelo irmão mais velho, Johann Christoph, organista, com quem aprendeu desde cedo a disciplina silenciosa do teclado e da escrita musical.

Aos quinze anos, ingressou na escola de São Miguel, em Lüneburg, onde conciliava estudo e canto coral. Já então revelava uma inquietação pouco comum: caminhava longas distâncias para ouvir organistas que admirava, absorvendo estilos, técnicas e linguagens que circulavam pela Europa. Essa curiosidade, quase obsessiva, seria uma marca permanente de sua música.

Igreja de São Tomás, Leipzig, Alemanha: lugar em que Bach trabalhou como Kantor  e onde estão seus restos mortais

Bach viveu de sua arte. Trabalhou como organista, músico de corte, compositor e professor. Seus períodos mais estáveis foram aqueles ligados às cortes, especialmente em Köthen, onde pôde se dedicar intensamente à música instrumental e de câmara. Ainda assim, seu desejo mais profundo era escrever música sacra. Por isso, aceitou o posto de Kantor da Igreja de Santo Tomás, em Leipzig, um cargo que ia muito além da regência de um coro. O Kantor era o responsável pela música das principais igrejas da cidade, pela formação musical dos estudantes e pela composição de novas obras para o calendário litúrgico. Era, ao mesmo tempo, diretor musical, educador e compositor oficial.

Foi nesse período que nasceram algumas das obras mais monumentais da história da música: as grandes Paixões, centenas de cantatas, motetos e a imensa Missa em si menor. Paradoxalmente, enquanto sua produção atingia um nível de complexidade e profundidade raramente igualado, o mundo ao seu redor mudava. As ideias do Iluminismo avançavam, o Classicismo se afirmava, e a música de Bach passou a soar excessiva, densa, “antiga”. Pouco a pouco, ele foi sendo afastado da composição.

Anna Magdalena (1701 – 1760)

Nos últimos anos, quase cego, ditava partituras com a ajuda de Anna Magdalena, sua segunda esposa. Seus cadernos domésticos, simples, cotidianos, seriam decisivos para que a música de Bach atravessasse o tempo. Quando morreu, em 1750, ano que simbolicamente marca a transição do Barroco para o Classicismo, Bach era respeitado sobretudo como instrumentista virtuose, não como compositor. Muitas de suas obras foram esquecidas ou perdidas. Durante décadas, seu nome permaneceu restrito a círculos especializados.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

A redescoberta só ocorreria em 1829, quando Felix Mendelssohn regeu, em Berlim, a Paixão segundo São Mateus. A partir desse gesto, iniciou-se um movimento de recuperação que transformaria Bach no que hoje reconhecemos como a base da música ocidental. Mozart estudou Bach. Beethoven estudou Bach. Chopin estudou Bach. Todos beberam dessa fonte.

Talvez o aspecto mais comovente de sua história seja este: Bach nunca soube que era um gênio. Não compôs para a fama, nem para o aplauso. Muitas de suas obras sequer trazem seu nome, mas apenas as iniciais S.D.G., abreviação de Soli Deo Gloria “Somente para a glória de Deus”. A música, para ele, era ofício, fé e responsabilidade. Não espetáculo.

Morreu pobre, cansado e quase esquecido. Mas deixou algo que atravessa séculos. Hoje, sua música está presente em salas de concerto, escolas, gravações, pesquisas acadêmicas e até no espaço, levada como símbolo da humanidade. Encerrar 2025 com Bach não é apenas um tributo. É um lembrete silencioso de que a verdadeira permanência nasce da profundidade, não da urgência.

Viva Bach. E que saibamos escutá-lo, também como quem aprende a escutar o tempo.

Sugerimos A Paixão segundo São Mateus BWV 244, de Johann Sebastian Bach, com legenda em português; duração: 2h43min18s; na Kölner Philharmonie(Colônia, Alemanha) com o Coro e Orquestra do Collegium Vocale Gent sob a regência do maestro Philippe Herreweghe, com os solistas: Christoph Prégardien – tenor (Evangelista); Dorothee Mields – soprano; Hana Blažíková – soprano; Damien Guillon – contratenor (alto); Robin Blaze – contratenor (alto); Colin Balzer – tenor; Hans Jörg Mammel – tenor; Matthew Brook – baixo; Stephen MacLeod – baixo e Tobias Berndt – baixo (Cristo).

A Paixão segundo São Mateus é um vasto afresco sonoro sobre o sofrimento humano, a fé e a compaixão. Nela, Bach transforma o relato bíblico em experiência musical de rara intensidade, alternando coros monumentais, árias de extrema delicadeza e o papel central do Evangelista, aqui interpretado com clareza narrativa e sensibilidade por Christoph Prégardien. A escuta com legendas em português permite acompanhar o texto e compreender como palavra e música se entrelaçam de forma inseparável, revelando por que esta obra permanece, séculos depois, como um dos cumes da criação artística do Ocidente.

Fique atento ao  tom geral da interpretação: não há virtuosismo exibido, nem busca de efeito. Tudo está a serviço do texto e da obra. É exatamente esse espírito que Bach assinalava com as iniciais S.D.G.“Somente para a glória de Deus”.

https://www.youtube.com/watch?v=KNJZzXalO8Q

Foto: Divulgação/SMS
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DESABAFO
“Sinto falta todos os dias”: esposa de Michael Schumacher fala sobre acidente após 12 anos

Doze anos depois do grave acidente de esqui que transformou a vida de Michael Schumacher, Corinna Schumacher, esposa do heptacampeão mundial de Fórmula 1, fez um desabafo público nesta segunda-feira, 29, data que marcou o aniversário do episódio ocorrido em 2013. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou sentir a ausência do marido todos os dias, mas ressaltou que o ex-piloto continua presente, ainda que de uma maneira diferente.

“Sinto falta do Michael todos os dias. Mas não sou só eu. As crianças, a família, o pai, todos ao redor dele sentem essa falta. Todos sentem falta do Michael, mas o Michael está aqui — diferente, mas aqui. Ele ainda me mostra o quão forte é todos os dias”, escreveu Corinna em mensagem divulgada na conta oficial de Schumacher na rede social X.

https://twitter.com/_MSchumacher/status/2005537139531092452

Desde o acidente nos Alpes Franceses, Schumacher, atualmente com 56 anos, não voltou a aparecer publicamente. O ex-piloto sofreu uma queda enquanto esquiava, quando bateu a cabeça em uma rocha e foi arremessado a cerca de dez metros. Ele permaneceu em coma por aproximadamente seis meses, e seu estado de saúde segue sendo mantido sob rigoroso sigilo pela família.

Michael e Corinna Schumacher são pais de dois filhos. Gina-Maria, de 28 anos, atua no hipismo, enquanto Mick Schumacher, de 26, seguiu carreira no automobilismo e já competiu na Fórmula 1. A família opta por divulgar poucas informações e restringir visitas ao ex-piloto a um círculo bastante próximo.

Há cerca de um mês, Richard Hopkins, ex-chefe de operações da Red Bull e amigo de Schumacher, declarou em entrevista que não acredita que o público voltará a ver o alemão. “Não acho que veremos Michael novamente. Sinto-me desconfortável em falar sobre o estado de saúde dele, devido ao sigilo que a família, por razões compreensíveis, deseja manter”, afirmou Hopkins, que conheceu Schumacher no início dos anos 1990, quando trabalhava como mecânico da McLaren.

No ano passado, tabloides europeus noticiaram que Schumacher teria feito uma aparição reservada no casamento da filha Gina-Maria. Segundo o jornal britânico The Mirror, os convidados tiveram os celulares recolhidos na entrada da cerimônia, como forma de impedir registros e preservar a privacidade do ex-piloto.

MERCADO DE TRABALHO
Desemprego cai para 5,2% em novembro, menor taxa da série histórica do IBGE

Número de pessoas desocupadas no país chegou a 5,6 milhões. Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 7,2%, enquanto na comparação anual a queda foi de 14,9%, o que equivale a 988 mil pessoas a menos sem trabalho

Foto: Reprodução
SAÚDE
Diagnóstico precoce pode prevenir 80% dos casos de cegueira infantil

Especialista afirma que o teste do olhinho está bem difundida no Brasil, mas as consultas regulares em bebês que apresentaram testes com resultados normais ainda são pouco priorizadas