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Para analistas, ofensiva não indica guerra aberta, mas reflete uso de ação externa para ganhos domésticos e aprofunda instabilidade regional
Anunciou que os Estados Unidos devem assumir temporariamente a administração da Venezuela
A afirmação veio no primeiro pronunciamento do republicano após o ataque na capital da Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma foto de Nicolás Maduro vendado e supostamente após ser capturado durante ataque realizado por militares norte-americanos à Venezuela. A publicação foi realizada em uma rede social do republicano neste sábado, 3.
Maduro usa um moletom e está dentro do navio USS Iwo Jima. O presidente venezuelano está sendo encaminhado para Nova York para ser julgado por "conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para posse de metralhadoras e artefatos destrutivos contra os Estados Unidos", segundo publicação da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi.

Segundo Trump, a operação contou com a participação de forças de segurança dos Estados Unidos. Na madrugada deste sábado, moradores de Caracas relataram uma série de explosões em diferentes pontos da capital. De acordo com a agência Associated Press, pelo menos sete detonações foram ouvidas em um intervalo de cerca de meia hora.
O governo da Venezuela publicou um texto confirmando o ataque no país, não fez menção à captura de Maduro. O comunicado diz que o presidente venezuelano convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto. “O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”
O país afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. Ainda no comunicado, Caracas diz que os EUA tentam impor uma “guerra colonial ” e forçar uma “mudança de regime”. Por fim, o país declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e pediu ajuda a países da América do Sul e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.
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A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram formalmente denunciados no Distrito Sul de Nova York. A informação foi divulgada em uma publicação nas redes sociais.
Segundo a procuradora-geral, Maduro "foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para posse de metralhadoras e artefatos destrutivos contra os Estados Unidos."
Além disso, o texto ainda traz que, em breve, o presidente venezuelano e sua esposa "enfrentarão a Justiça americana em solo americano, perante tribunais americanos. Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, agradeço ao presidente Trump por ter tido a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, assim como às forças militares que conduziram a missão que resultou na captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais.”
Até o momento, não houve divulgação de documentos judiciais detalhando as denúncias, nem confirmação oficial sobre o local onde Maduro e Cilia Flores estariam detidos. O governo da Venezuela, por sua vez, afirma que não foi formalmente informado sobre o paradeiro do presidente e contesta as ações anunciadas por autoridades americanas.
Estados Unidos conduziram ataques de grande escala contra a Venezuela e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados. Trump também disse que a ação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas.
Em resposta ao comunicado de Trump, o governo venezuelano classificou o ataque como uma “agressão militar” e declarou estado de emergência em várias regiões do país. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que Caracas ainda não tem informações confirmadas sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, exigindo do governo dos EUA uma prova de vida dos dois.
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