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Recém-empossada na presidência estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Goiás, a vereadora por Goiânia Aava Santiago afirmou que a prioridade da legenda neste momento é a montagem de chapas competitivas para as eleições de 2026, com foco na ampliação das bancadas estadual e federal. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Aava detalhou os primeiros movimentos à frente do partido, reafirmou apoio à candidatura de Marconi Perillo e afirmou que não disputará o governo de Goiás neste momento, por considerar que ainda não reúne as condições necessárias para assumir essa responsabilidade.
Expansão do partido
Ao assumir o comando do PSB em Goiás, Aava rejeita a ideia de que a legenda passe por um processo de reorganização interna. Segundo ela, o partido já conta com uma estrutura consolidada e presença em diferentes regiões do estado. “O PSB já está estruturado. Eu não estou atuando num processo de estruturação, mas, sobretudo, de expansão e aprofundamento de uma teia robusta que já existe”, afirmou.
Nesse primeiro momento, de acordo com a presidente, os primeiros dias à frente da legenda foram dedicados a um mapeamento interno do partido. “As primeiras horas depois de anunciada como presidente foram de uma cartografia do partido: entender quem são os vereadores, prefeitos e principais lideranças”, explicou. Aava relatou ter passado um dia inteiro no diretório estadual em reuniões presenciais e contatos remotos com dirigentes e quadros regionais.
Procura por filiação e chapas entram no radar
Segundo Aava, com a sua chegada a movimentação interna foi acompanhada por um aumento expressivo na procura pelo PSB. “De ontem para hoje, recebi mais de duas dezenas de ligações de pessoas querendo conversar e se filiar para disputar a eleição”, disse.
Apesar da expectativa em torno de novos nomes, ela evita antecipar informações sobre a composição das chapas. “Esse é o ouro do processo de montagem de chapas, é segredo. Não posso abrir nomes de maneira nenhuma”, afirmou. No entanto, a presidente adiantou que parte dessas articulações deve ser anunciada com a vinda a Goiás do presidente nacional do partido, João Campos, prevista para o início do próximo mês.
Definição de alianças e apoios
Questionada sobre o posicionamento do PSB no cenário político estadual, Aava afirmou que o debate sobre alianças não é prioridade imediata da legenda. A decisão não passa por falta de vontade política, mas, sim, por responsabilidade com o eleitorado goiano. “O meu compromisso, já afirmado e imutável, é de apoiar a candidatura do Marconi”, declarou.
Segundo a parlamentar, a orientação atual do partido é concentrar esforços na formação de chapas competitivas. “Nossa prioridade é reeleger o Karlos Cabral, aumentar a bancada da Alego e garantir representação no Congresso Nacional”, afirmou. Para ela, a ausência de um deputado federal do PSB por Goiás não condiz com o tamanho político da legenda. “Um partido como o PSB, que é o partido do vice-presidente da República, não pode não estar representado no Congresso”, disse.
A dirigente também ressaltou o compromisso do partido em oferecer um palanque amplo ao presidente Lula em Goiás nas próximas eleições.
Mulheres, juventude e enfrentamento à política tradicional
Outro eixo central da atuação de Aava à frente do PSB é o incentivo à participação de mulheres e jovens na política. Com trajetória ligada à militância juvenil antes de ocupar cargos eletivos, ela defende o estímulo a candidaturas fora dos grupos tradicionais de poder.
“Nunca é a hora certa se a gente esperar que os validadores tradicionais da política nos autorizem”, afirmou. Ao relembrar sua própria trajetória, Aava destacou que entrou na disputa eleitoral sem histórico familiar na política ou estrutura financeira. “Ignorei os alertas, fui para a urna e isso mudou completamente o meu caminho”, disse.
Segundo a presidente, o PSB em Goiás deve atuar para ampliar esse acesso. “Vou rodar o estado conversando com jovens e mulheres nos seus territórios, dizendo que a nossa hora é agora”, afirmou.
Mandato ativo e cautela sobre o governo
Mesmo à frente do partido e se preparando para a disputa eleitoral, Aava afirmou que pretende manter a atuação regular como vereadora em Goiânia. “Nunca faltei uma sessão. Tenho satisfação em exercer o mandato e me ocupar dos dilemas da cidade”, destacou.
Ao tratar das especulações sobre uma eventual candidatura ao governo estadual, Aava foi categórica ao descartar essa possibilidade neste momento. “Disputar o governo agora seria uma leviandade”, afirmou. Segundo ela, a decisão não passa por falta de vontade política, mas por responsabilidade com o eleitorado goiano.
“Eu não conheço profundamente as urgências do Nordeste goiano, nem as do Oeste do estado. Governar exige conhecer o território, as realidades regionais, e eu ainda não tenho esse domínio”, disse. Para a presidente do PSB, a popularidade não pode ser o principal critério para decisões dessa magnitude. “Eu não vou ceder ao hype. Não vou queimar etapas só porque meu nome está em evidência”, completou.
Aava avaliou que uma eventual eleição para a Câmara dos Deputados permitirá ampliar esse conhecimento. “Se eleita deputada federal, vou conhecer profundamente as veias abertas de Goiás, para então disputar espaços maiores com responsabilidade”, afirmou.
Um PSB de protagonismo político
Ao resumir o projeto que pretende conduzir à frente do partido, Aava afirmou que a meta é reposicionar o PSB no centro das decisões políticas em Goiás. “O PSB, sob a minha presidência, retomará espaços de poder e decisão onde um partido dessa envergadura precisa estar para ajudar a construir um destino mais justo e menos desigual para os goianos e para os brasileiros”, concluiu.
A nova fase da legenda, segundo a presidente, será marcada pela disputa direta por protagonismo institucional, fortalecimento de bancadas e maior inserção do partido no debate político estadual e nacional.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 7, que a Venezuela concordou em utilizar os recursos obtidos com a venda de petróleo para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos.
Em publicação na rede Truth Social, Trump informou que as compras devem incluir alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e materiais destinados à recuperação do sistema elétrico e da infraestrutura energética venezuelana. Segundo ele, o acordo estabelece os EUA como principal parceiro comercial do país sul-americano.
"Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos", acrescentou Trump.
Mais cedo, o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que o país já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano. De acordo com o órgão, toda a receita gerada pelas vendas será depositada inicialmente em contas sob controle americano, mantidas em bancos reconhecidos internacionalmente.
Em nota, o departamento afirmou contar com o apoio de grandes empresas de comercialização de commodities e instituições financeiras globais para viabilizar as operações. Os recursos, segundo o governo dos EUA, permanecerão sob gestão americana para garantir a legalidade do processo e serão destinados conforme decisão da administração de Washington, com a justificativa de beneficiar as populações dos dois países.
Também nesta quarta-feira, a estatal venezuelana PDVSA informou que houve avanço nas negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo. A empresa afirmou que os termos discutidos seguem modelos semelhantes aos acordos firmados com parceiros estrangeiros, como a petroleira americana Chevron.
Segundo o Departamento de Energia, as vendas começam de forma imediata e não têm prazo definido para encerramento.
Na noite de terça-feira, 6, Trump declarou que os Estados Unidos devem refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos na Venezuela em razão do bloqueio imposto por Washington. O presidente também afirmou que fechou um acordo para a exportação de até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano ao mercado americano, medida que, segundo ele, reduziria a dependência chinesa desse fornecimento e ajudaria a evitar novos cortes na produção venezuelana.
Trump disse ainda que o petróleo será negociado a preços de mercado e que o governo americano ficará responsável por supervisionar o uso dos recursos obtidos. De acordo com o presidente, o transporte será feito por navios de armazenamento, com entrega direta em terminais nos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.
Prisão de Maduro
As declarações ocorrem poucos dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A operação, segundo informações oficiais, deixou ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos mortos.
Na terça-feira, a agência Reuters revelou que autoridades dos dois países já vinham discutindo a retomada das exportações de petróleo venezuelano aos EUA. Desde dezembro, milhões de barris permaneciam armazenados em navios e tanques, sem possibilidade de exportação devido às sanções impostas pelo governo Trump, que integraram a estratégia de pressão sobre Caracas.
Nesta quarta, os Estados Unidos também apreenderam, no Oceano Atlântico, um navio petroleiro vazio de bandeira russa com vínculos com a Venezuela. A medida faz parte da estratégia americana para monitorar o fluxo de petróleo na região e pressionar o governo venezuelano a se alinhar politicamente a Washington.
No último sábado, após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias americanas. Segundo ele, empresas dos EUA devem investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do setor e retomar a produção em larga escala.
Antes das sanções, refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos importavam cerca de 500 mil barris diários de petróleo venezuelano, cuja composição pesada é compatível com essas plantas industriais. Atualmente, apesar de deter as maiores reservas do mundo, a Venezuela produz aproximadamente 1 milhão de barris por dia, volume reduzido em razão das sanções e da deterioração da infraestrutura.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo americano pretende se reunir ainda nesta semana com executivos do setor petrolífero para tratar dos próximos passos da política energética em relação à Venezuela.
Maior parte das organizações afetadas é composta por agências, comissões e grupos consultivos ligados à ONU que tratam de temas como mudanças climáticas, direitos trabalhistas e outras pautas

