IA revoluciona o RH em Goiânia: 75% dos profissionais já usam tecnologia para decisões estratégicas
11 fevereiro 2026 às 09h55

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A utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na área de Recursos Humanos (RH) avançou significativamente em 2025. Levantamento do Instituto Walljobs indica que 75% dos profissionais do setor já utilizam algum tipo de solução baseada em IA. Para 61% dos entrevistados, a principal vantagem está na capacidade de leitura e análise de dados em escala superior à humana.
Tradicionalmente marcado por processos institucionais e burocráticos, o setor tem incorporado a tecnologia como aliada na modernização das rotinas administrativas e estratégicas. Em Goiânia, a adoção também ganhou força. Segundo o especialista em RH Leonardo Gomes, cerca de 70% dos recrutadores da capital já utilizam ferramentas de IA em suas atividades. Para ele, o principal benefício está em “ampliar a capacidade de análise, reduzir vieses operacionais e liberar tempo para o que realmente importa: pessoas”.

Entre as áreas mais impactadas estão o recrutamento e a seleção. As ferramentas permitem a leitura rápida de candidaturas, extração de dados e organização de informações em formatos comparáveis, o que contribui para decisões mais assertivas.
“A máquina pode identificar e extrair habilidades, experiências, formações e outros atributos relevantes. Ela mapeia essas informações com base nas palavras-chave ou no contexto do cargo e transforma texto em dados que podem ser quantificados e comparados”, explica Gomes.
Apesar do crescimento, o especialista ressalta que o mercado brasileiro ainda está em fase de expansão. Algumas soluções apresentam custos elevados e costumam ser divididas entre funcionalidades específicas, como recrutamento e gestão de pessoas.
Por outro lado, já existem plataformas nacionais adaptadas à realidade financeira de empresas de menor porte. “Há ferramentas que cobram por demanda, o que pode reduzir custos e tornar os processos mais acessíveis para pequenas empresas”, afirma.
Gomes também destaca que a tecnologia não substitui o profissional de RH, mas atua como suporte à tomada de decisões. “O futuro do RH não será ‘IA versus humanos’, mas sim IA com humanos”, pontua.
Segundo ele, toda ferramenta de IA é treinada a partir de dados fornecidos por pessoas, o que reforça a necessidade de supervisão qualificada. Em situações que exigem sensibilidade ou interpretação contextual — como processos administrativos e questões disciplinares — o olhar humano continua indispensável.
Por isso, defende que a implementação da tecnologia deve ser acompanhada de liderança preparada, governança estruturada e diretrizes éticas claras. “Sem isso, a promessa de eficiência pode rapidamente se transformar em fonte de erros, injustiças e perda de confiança”, conclui.
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