Estudo do DNA de Hitler aponta síndrome rara e traços de psicopatia
13 novembro 2025 às 12h59

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Um documentário do Channel 4, “O DNA de Hitler: O Projeto de um Ditador”, revelou que Adolf Hitler sofria de Síndrome de Kallmann, um distúrbio genético que afeta o desenvolvimento sexual e reduz a produção de testosterona. A análise de vestígios de sangue do ditador indica que a condição pode explicar seu desconforto com mulheres e a ausência de filhos com Eva Braun. A pesquisa também descarta a hipótese de ascendência judaica.
De acordo com os especialistas entrevistados, a doença provoca testículos não descidos, micropênis, falta de olfato e baixa libido, o que reforça antigas teorias sobre a impotência de Hitler — tema de sátiras durante a Segunda Guerra Mundial. “Ninguém jamais conseguiu explicar por que Hitler se sentia tão desconfortável perto de mulheres”, afirmou o historiador Alex Kay, da Universidade de Potsdam.
O estudo foi possível graças a uma amostra de sangue retirada do sofá onde Hitler morreu, em 1945, e preservada por um oficial americano. O material foi analisado pela geneticista Turi King, da Universidade de Bath, que sequenciou o genoma completo do ditador.
Além da Síndrome de Kallmann, o DNA revelou alta predisposição a TDAH, autismo, transtorno bipolar e esquizofrenia, fatores que podem ter influenciado seu comportamento paranoico e antissocial. “Hitler tem pontuação muito alta para esquizofrenia e comportamento antissocial. É uma combinação rara e perigosa”, explicou a geneticista Ditte Demontis, da Universidade de Aarhus.
O psiquiatra Michael Fitzgerald classificou o caso como de “psicopatia autista criminosa”, perfil que ajuda a compreender parte da mente de um dos maiores genocidas da história.
Durante toda a vida, Hitler manteve segredo sobre sua saúde e vida íntima, projetando a imagem de um líder “inteiramente devotado à pátria”. Oito décadas após sua morte, seu DNA começa a revelar a verdade por trás da figura que marcou tragicamente o século XX.

