Ataques de tanques e bombardeios aéreos de Israel deixaram 18 mortos nesta quarta-feira, 4, incluindo quatro crianças, na Faixa de Gaza nesta quarta-feira. As ofensivas atingiram a Cidade de Gaza e Khan Younis, no sul do território, segundo autoridades palestinas.

O Exército de Israel afirmou que os disparos ocorreram após um atirador abrir fogo contra soldados israelenses e ferir gravemente um reservista.

Autoridades de saúde de Faixa de Gaza informaram que Israel também interrompeu a saída de pacientes pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, apenas dois dias após a reabertura do corredor. Pacientes que já estavam em um hospital de Khan Younis, preparados para a evacuação médica, foram avisados de que as travessias haviam sido adiadas.

Uma paciente, Raja’a Abu Teir, relatou à Reuters que os doentes foram informados de que a passagem estava fechada e que não haveria deslocamento nesta quarta-feira.

A agência israelense COGAT, responsável pelo controle de acesso a Gaza, declarou que a passagem de Rafah permanece aberta, mas que não recebeu da Organização Mundial da Saúde as informações de coordenação necessárias para autorizar as travessias. A OMS não comentou o caso até a última atualização.

A reabertura de Rafah fazia parte do cessar-fogo firmado em outubro e integra a primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para interromper os combates entre Israel e o Hamas. Na terça-feira, 16 pacientes e 40 acompanhantes conseguiram atravessar para o Egito, segundo médicos de Gaza.

Apesar do cessar-fogo, a violência persiste. Desde o início da trégua, ao menos 530 palestinos — a maioria civis — foram mortos por fogo israelense, segundo autoridades de saúde locais. No mesmo período, quatro soldados israelenses morreram em ataques de militantes palestinos.

A ofensiva israelense em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já deixou mais de 71 mil palestinos mortos, deslocou a maior parte da população e destruiu grande parte do território. O ataque de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, de acordo com dados oficiais israelenses.