A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a concessionária de energia Equatorial Goiás assinaram, neste último dia 10 de fevereiro, um novo termo de cooperação para sistematizar a poda de árvores que representam risco ou interferem na rede elétrica de Goiânia. O acordo também foi coassinado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), responsável pela gestão do aterro sanitário que receberá os resíduos das podas.

Segundo a presidente da Amma, Zilma Peixoto, o novo termo busca corrigir práticas adotadas anteriormente pela concessionária, que, segundo ela, vinham degradando o patrimônio arbóreo da capital. “Eu não vou carregar esse legado de que permiti uma empresa, sob a justificativa de levar energia às pessoas, fazer exatamente o que vinha fazendo com as árvores”, afirmou ao Jornal Opção.

Entre as principais mudanças previstas no acordo está a obrigatoriedade de que a Equatorial contrate um responsável técnico habilitado (biólogo ou engenheiro florestal) para acompanhar os procedimentos de poda.

Além disso, o termo estabelece limitações técnicas para os cortes. Ficam proibidas práticas como podas em formato de “V” ou “U”, podas laterais que direcionem o crescimento da árvore para um lado e a retirada de mais de 30% da copa da espécie.

Nos casos em que for necessária a supressão da árvore — chamada tecnicamente de extirpação —, a retirada deverá seguir um processo específico e ser devidamente justificada por parecer técnico assinado por um profissional habilitado. Segundo Zilma, essa medida busca evitar a dilapidação do patrimônio arbóreo da cidade.

A supressão deverá ocorrer apenas em último caso, quando não houver alternativas técnicas, como o uso de capas protetoras nos cabos da rede elétrica.

Pelo acordo, a Amma terá até sete dias para analisar pedidos de supressão apresentados pela concessionária. A autarquia também deve designar um técnico para receber as solicitações e agilizar a análise das autorizações necessárias para execução do serviço. “Entendemos que o cidadão necessita de ter urgência no restabelecimento de energia, então precisamos ser céleres nas respostas”, disse a presidente.

Em situações de risco iminente de queda, como no caso de árvores mortas, a Equatorial poderá solicitar o corte imediato da espécie, desde que apresente laudo comprovando o estado degradado da estrutura.

Quando a árvore estiver localizada em propriedade privada, a concessionária poderá notificar o proprietário para que ele inicie o processo de supressão ou substituição junto à prefeitura.

Pelo termo, a Equatorial ficará responsável por todos os custos de execução das podas, transporte e destinação final dos resíduos gerados pelas operações. Já a Comurg terá a função de administrar o aterro sanitário para receber esse material e continuará executando apenas as podas demandadas diretamente pelo município.

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