Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovaram, nesta quarta-feira, 4, o projeto de lei que prevê a abertura de crédito no valor de R$ 128 milhões para a compra do prédio da Caixa Econômica Federal pelo Governo de Goiás. O projeto n.º 1.278/2025 , que foi encaminhado pelo Executivo, também prevê a instituição de um fundo destinado ao pagamento das dívidas do Propag.

A proposta foi aprovada com 18 votos favoráveis e 8 contrários. Votaram contra os parlamentares Bia de Lima (PT), Clécio Alves (Republicanos), Delegado Eduardo Prado (PL), Gustavo Sebba (PSDB), José Machado (PSDB), Major Araújo (PL), Mauro Rubem (PT) e Paulo Cezar (PL).

Com a aprovação, o projeto deve retornar ao Executivo para que o governador Ronaldo Caiado (UB) sancione a matéria e a publique no Diário Oficial do Estado (DOE).

A compra do edifício-sede da Caixa Econômica, localizado na Avenida Anhanguera, no Setor Central, em Goiânia, no valor de R$ 102 milhões, foi negociada em outubro junto à Fundação dos Economiários Federais (Funcef), proprietária do imóvel. Na época, a fundação afirmou que a venda seguiu uma política de “desinvestimento imobiliário” em pronunciamento ao Jornal Opção.

A aquisição foi justificada como uma forma de abrigar novos espaços da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon), da Secretaria de Estado de Administração (Sead), da Secretaria de Estado da Economia (Economia) e de parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Segundo o projeto, as pastas enfrentam limitações estruturais e necessitam de novas áreas para expansão. A Economia e a SES também devem ganhar novos escritórios de informática.

Além disso, argumentam a ausência de pagamentos de aluguéis como uma estratégia de economia de médio e longo prazo. Além da aquisição do edifício, o projeto cria o Fundo de Equalização Federativa (FEF), decorrente do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), com a transferência de R$ 26 milhões ao fundo estadual. Segundo o projeto do Propag, o FEF objetiva viabilizar condições estruturais para o incremento da produtividade, o enfrentamento das mudanças climáticas e a melhoria da infraestrutura, da segurança pública e da educação.

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