Polícia Civil mira grupo suspeito de fraude eletrônica e prende 7 suspeitos
24 fevereiro 2026 às 09h33

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A Polícia Civil de Goiás cumpriu nesta terça-feira, 24, sete mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caturaí e Senador Canedo. As medidas integram a Operação Dominus Fictus, que apura a atuação de uma associação criminosa suspeita de estelionato por meio de fraude eletrônica e lavagem de capitais. A Justiça também determinou o sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 300 mil, além de quatro veículos.
Segundo as investigações, o grupo teria criado perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar por gestores de empresas. De acordo com a polícia, os criminosos escolhiam as vítimas e mapeavam a rotina interna das companhias.
Em momentos considerados vulneráveis, utilizavam o WhatsApp, com fotos e linguagem corporativa compatíveis com as dos sócios administradores, para enganar funcionários do setor financeiro. Sob a justificativa de pagamentos urgentes a fornecedores, induziam as vítimas a realizar transferências de altos valores para contas de “laranjas” e empresas de fachada.
A investigação identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Apenas uma das empresas de fachada teria movimentado mais de R$ 1,3 milhão em cinco meses. Já uma integrante do núcleo financeiro registrou movimentação de R$ 1,6 milhão em conta pessoal.
Segundo a Polícia Civil, os lucros ilícitos eram usados para sustentar um padrão de vida elevado, incluindo a compra de veículos do tipo SUV. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema.
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