Com caixa robusto e controle fiscal, Goiás planeja repetir patamar histórico de investimentos em 2026
14 janeiro 2026 às 11h31

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*Com informações de Raphael Bezerra
Mesmo após um ano recorde em investimentos públicos, o subsecretário Central de Orçamento, Mário Mendes Barbosa, avalia que o Governo de Goiás pode manter o patamar em 2026. Ele aponta que é possível manter o alto patamar de investimentos sustentado principalmente por recursos próprios, superávit financeiro acumulado e uma política de controle das despesas correntes
Segundo Mário, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi aprovada com R$ 4,8 bilhões previstos para investimentos, valor semelhante ao que constava originalmente no orçamento de 2025. No entanto, a experiência recente indica que esse montante tende a ser ampliado ao longo do exercício, à medida que o governo utiliza recursos em caixa e faz remanejamentos internos.
“A LOA nasce equilibrada, casando receita e despesa do exercício. Em 2026, ela terá R$ 4,8 bilhões em investimentos, mas pode ser reforçada ao longo do ano, seja por remanejamento de despesas correntes, seja pela utilização do caixa”, explicou o subsecretário.
Em 2025, conforme informou o Jornal Opção, Goiás encerrou o ano com R$ 7,4 bilhões efetivamente investidos, o maior volume da série histórica do Estado. O resultado foi alcançado sem a contratação de novas operações de crédito, com cerca de 60% dos investimentos financiados pelo Tesouro Estadual e o restante por recursos vinculados, como fundos e autarquias.
“A ampliação dos investimentos foi muito baseada no superávit financeiro”, citou Mário, em entrevista para o Jornal Opção. São recursos arrecadados e poupados ao longo dos anos, em função do teto de gastos, do regime de recuperação fiscal e de uma gestão fiscal sustentável, que puderam ser utilizados em 2025”, afirmou. Segundo ele, a estratégia para 2026 é preservar essa lógica.
A ideia é priorizar investimentos em infraestrutura rodoviária e obras civis, habitação social, educação e tecnologia da informação, sem comprometer o equilíbrio fiscal. “A proposta é manter a mesma envergadura de investimentos, especialmente em obras rodoviárias e civis, mas com muita responsabilidade. O desafio é seguir ajustando as despesas correntes para que esse nível de investimento seja sustentável ao longo do tempo”, destacou.
A avaliação da equipe econômica é que a saúde fiscal do Estado permite esse planejamento de médio prazo. Goiás acumula hoje cerca de R$ 13 bilhões em caixa, considerando todos os poderes, após sair de um cenário crítico no início da atual gestão. “Pegamos um Estado com R$ 11 milhões em caixa e uma dívida de curto prazo de cerca de R$ 6 bilhões. Hoje, entregamos uma situação com mais de R$ 13 bilhões de disponibilidade financeira. Isso é reflexo de uma gestão fiscal exemplar”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Goiás ainda figura entre os Estados com melhor desempenho em rankings de solidez fiscal e competitividade, além de manter nota B na Capacidade de Pagamento (Capag) da Secretaria do Tesouro Nacional. “Essa saúde fiscal sustentável nos dá segurança para investir e cuidar do cidadão goiano de forma perene, sem populismo e sem comprometer o futuro”, reforçou.
Para 2026, o Governo de Goiás também deve contar com os efeitos da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O programa amplia a previsibilidade fiscal e cria incentivos para investimentos, mas ainda depende de ajustes finais com a União e regulamentação do teto de gastos.
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