O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) passou, nesta quarta-feira, 21, a presidência do Consórcio Brasil Central (BrC) ao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. Na ocasião, ele fez um balanço das principais ações da entidade, como o repasse de R$ 67 milhões para a compra de medicamentos em ações conjuntas entre os estados integrantes. Além de criticar o atual modelo de financiamento da saúde pública no país.

“Atuamos juntos em situações difíceis, inclusive em estados que em integram o consórcio, como ocorreu em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul”, afirmou Caiado, ao destacar o BrC como uma verdadeira “união” entre os governos. “Agora, com essa estrutura montada, que caminha para o seu décimo ano, ela demonstra cada vez mais sua relevância e o quanto precisa ser dinamizada. Posso dizer que cada estado percebeu o quanto valeu a pena. Não se trata apenas da economia concedida para os estados, mas de muito mais do que isso, especialmente nas parcerias com o México”, ressaltou.

Ao citar o repasse de R$ 67 milhões para a compra de medicamentos como uma das ações conjuntas do Consórcio Brasil Central, Caiado destacou que a concentração da produção de remédios em poucos laboratórios dificulta o atendimento de demandas regionais e em menor escala. Segundo ele, especialmente no caso de medicamentos de alto custo e oncológicos, a atuação isolada dos estados limita o acesso a esses insumos.

Nesse contexto, o governador defendeu o BrC como uma alternativa para enfrentar o problema, ao argumentar que a união dos estados amplia o poder de negociação. Como exemplo, citou a construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) e afirmou que outros estados também devem investir em hospitais especializados. Ele também criticou o atual modelo de financiamento da saúde pública no país.

“Na área da saúde, todos sabemos que já estamos muito além do que é repassado pelo Governo Federal. Os estados têm o mínimo constitucional de 12%, mas, na prática, todos estamos aplicando 15% ou 16%, enquanto a União reduz sua participação e transfere essa responsabilidade para governadores e prefeitos. Esse é um ponto que precisa ser destacado dentro do consórcio. Isso é fundamental”, afirmou Caiado.

Caiado também defendeu que o consórcio amplie os contratos com laboratórios que desenvolvem vacinas contra arboviroses. “Essa área precisa ser ainda mais estimulada para que possamos avançar. Hoje já temos uma vacina japonesa e outra em desenvolvimento, e isso é algo que precisamos oferecer aos colegas”, defendeu.

Antes de repassar a administração do BrC, Caiado elogiou Riedel: “jovem governador preparado, competente e que já é referência pela sua gestão, com espírito público, respeito ao dinheiro público e compromisso com a melhoria da vida das pessoas”. O mandato do chefe do Executivo sul-mato-grossense vai até 31 de dezembro deste ano.

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