A Prefeitura de Goiânia deve iniciar os estudos para o plano de riscos da parceria entre o Ministério das Cidades e o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Segundo o coordenador operacional da Defesa Civil de Goiânia, Marcelo Luz, o tema será debatido por todas as secretarias. O representante do órgão também afirmou que cada caso será analisado individualmente.

“Não há obras previstas de imediato”, frisou o coordenador operacional da Defesa Civil da capital. “Esse produto, no âmbito da gestão municipal, será amplamente debatido entre as secretarias e pelos órgãos do sistema de gestão. Vamos buscar soluções viáveis do ponto de vista financeiro da própria Prefeitura ou, se necessário, por meio da busca de recursos federais”, mencionou Luz no evento.

Segundo o representante da Defesa Civil, “cada caso será estudado individualmente”, incluindo a Ocupação Emanuelly, no Jardim Novo Mundo. Ele também destacou que todo o secretariado do prefeito Sandro Mabel (UB) estará envolvido.

Além do caso na região leste da capital, o levantamento aponta que quase 6,5 mil pessoas vivem em áreas de risco em Goiânia. Desse total, 2.304 estão em locais classificados como de risco muito alto, 2.152 em áreas de risco alto e 2.008 em regiões de risco médio. O estudo técnico também identificou 120 setores de risco na cidade, todos situados na zona urbana, sendo 44 enquadrados como de risco muito alto, 49 como risco alto e 27 como risco médio, o que evidencia a dimensão do desafio enfrentado pelo município.

Conforme mencionou Luz, as obras ainda não foram planejadas, mas, durante as conversas, uma das ideias levantadas foi pedir apoio aos vereadores. A proposta é buscar emendas impositivas para ajudar a financiar intervenções em bairros como Campinas, Conjunto Caiçara, Jardim América, Jardim Novo Mundo, Parque Amazônia, Perim, Setor Aeroporto, Setor Bueno, Urias Magalhães e Vila Romana.

O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) ainda não foi divulgado oficialmente, mas também prevê sugestões para atualização do Plano Diretor de Goiânia. Foram planos de contingenciamento e rotas de evacuação; sistemas de monitoramento e alertas; educação ambiental; fiscalização; e outras políticas públicas.

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