Após nascimento inédito, Zoológico de Goiânia quer ampliar reprodução de araras-azuis
27 março 2026 às 06h00

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Pela primeira vez, o Zoológico de Goiânia registrou o nascimento de filhotes de arara-azul em cativeiro. O feito é considerado inédito pela equipe técnica do local e representa um avanço importante nas ações de conservação da espécie, que está ameaçada de extinção. Nascidos no dia 20 de agosto do ano passado, os dois espécimes, que já estão do tamanho dos pais, devem ser utilizados futuramente para a reprodução de novos exemplares.
Segundo Viviane Silva Borges, médica veterinária do Zoológico, o casal de araras está junto há cerca de cinco anos. Embora já tivesse realizado outras tentativas anteriormente, esta foi a primeira vez que houve sucesso na reprodução. “Foram colocados três ovos, e dois filhotes nasceram. Para nós, é um fato inédito e muito significativo. Foi a primeira vez que a gente conseguiu reproduzir”, destacou, em entrevista para o Jornal Opção.
Os filhotes, que são dois machos, nasceram em agosto e permanecem sob os cuidados dos pais, como é comum para a espécie. O período de cuidado pode durar cerca de um ano, segundo a veterinária, o que influencia diretamente no intervalo entre as reproduções. Ela ressalta que as araras-azuis costumam se reproduzir a cada dois anos.
“A ideia é manter os dois no plantel para tentar formar novos casais”, contou Borges ao Jornal Opção. “Entre 10 e 12 meses, a gente também separa os filhotes para que o casal possa tentar reproduzir novamente. Já os filhotes precisam esperar a maturidade sexual, que é em torno de 7 anos, para a reprodução”, explicou.
Atualmente, o Zoológico de Goiânia conta com três fêmeas, o que pode favorecer a formação de novos pares reprodutivos no futuro. No entanto, a servidora ressalta que a reprodução ainda é um processo de longo prazo. Além de mencionar que será necessário verificar se as fêmeas estarão em período fértil quando os machos puderem se reproduzir.
Lembrando que a arara-azul-grande vive principalmente no Pantanal, no Cerrado e em partes da Amazônia, e pode chegar a cerca de um metro de comprimento. Além disso está em extinção, classificada como vulnerável.
Nascimentos
Além das duas araras-azuis, o Zoológico de Goiânia também registrou recentemente o nascimento de um príncipe-negro, ainda conhecido como periquito-de-cabeça-preta, e de um cervo-dama. Além da chegada de um exemplar de gato-mourisco.
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