A seleção brasileira encerrou mais uma Data Fifa sob pressão e com números que reforçam a fase irregular vivida no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026. Após amistosos contra seleções europeias, o Brasil acumula apenas 52,4% de aproveitamento desde o Mundial do Catar, desempenho que o coloca na última posição entre os países cabeças de chave do próximo torneio.

O índice também é baixo na comparação geral: entre as 48 seleções já classificadas para a Copa, o time brasileiro aparece apenas na 39ª colocação.

O contraste é ainda mais evidente quando comparado a rivais diretos. Atual campeã mundial, a Argentina lidera o ranking de desempenho com 83,8% de aproveitamento no mesmo período, além de ter conquistado a Copa América de 2024 e liderado as Eliminatórias sul-americanas.

Desde a eliminação nas quartas de final da Copa de 2022, o Brasil vive um cenário de instabilidade. A equipe teve quatro treinadores diferentes — Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti — e somou, em 35 partidas, 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas.

O desempenho recente também inclui eliminações precoces, como a queda nas quartas de final da Copa América de 2024, além de uma campanha irregular nas Eliminatórias, encerradas na quinta posição.

Entre as seleções sul-americanas, o Brasil ficou atrás de Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai em rendimento no período, evidenciando a perda de protagonismo regional.

O cenário atual contrasta com o ciclo anterior à Copa de 2022, quando a seleção, então comandada por Tite, apresentou números expressivos: 80,7% de aproveitamento em 50 jogos, liderança nas Eliminatórias e título da Copa América de 2019.

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