Em dezembro de 2025, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1%, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012, quando o índice era de 8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em números absolutos, cerca de 5,5 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho nos últimos três meses do ano.

No acumulado de 2025, a taxa média anual de desemprego foi de 5,6%, uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice ficou em 6,6%. A retração representa, em média, a absorção de cerca de 1 milhão de trabalhadores ao longo do período.

A taxa de ocupação alcançou 58,9%, com crescimento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,1 ponto na comparação anual, totalizando 103 milhões de pessoas ocupadas no país. O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento do número de trabalhadores por conta própria e de empregados no setor público, que registraram altas de 2,5% e 3,9%, respectivamente.

O IBGE também apontou crescimento no rendimento médio real do trabalhador, estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (R$ 192) em relação ao mesmo período de 2024. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 367,6 bilhões, um acréscimo de R$ 22 bilhões (6,4%) em um ano, refletindo ganhos mais expressivos justamente nos segmentos de trabalhadores por conta própria e do setor público, com altas de 4,4% e 2,4%, respectivamente.

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