As empresas de Goiás estão entre as mais preparadas do país para a Reforma Tributária, segundo levantamento do Tax Group. O estado ocupa a 5ª posição no ranking nacional de prontidão, com índice médio de 26,7%, empatado com Santa Catarina e à frente de diversas economias regionais relevantes Data Tax Janeiro – Goiás.

O desempenho goiano reflete, principalmente, o avanço na adequação tecnológica. De acordo com o estudo, 100% das empresas da amostra em Goiás já iniciaram a adaptação de seus sistemas de ERP e softwares contábeis ao novo modelo do IVA Dual (CBS/IBS), indicador que coloca o estado em posição de destaque nacional Data Tax Janeiro – Goiás.

A pesquisa aponta que esse movimento é impulsionado pela forte presença do agronegócio e de setores industriais, que exigem alto nível de conformidade fiscal, controle de dados e integração sistêmica para operar, especialmente em cadeias com exposição à exportação.

Gargalos ainda relevantes

Apesar do avanço tecnológico, o relatório revela que as empresas goianas ainda enfrentam atrasos importantes nas frentes econômicas e comerciais da Reforma. Cerca de 66,7% das companhias não iniciaram estudos sobre impacto no fluxo de caixa, nem a revisão das tabelas de preços, áreas consideradas críticas diante da possível elevação da carga tributária para patamares acima de 28% Data Tax Janeiro – Goiás.

Os contratos de longo prazo também seguem em estágio intermediário: dois terços das empresas estão com revisões em andamento, mas nenhuma concluiu totalmente esse processo. Já os ajustes no processo de compras, fundamentais para o aproveitamento de créditos no novo sistema, ainda não foram iniciados por 66,7% das empresas analisadas em Goiás Data Tax Janeiro – Goiás.

Goiás acima da média nacional

Foto: Data Tax Janeiro – Goiás

No contexto nacional, o levantamento mostra um mercado ainda pouco preparado. Em média, 65% das ações críticas avaliadas no país não foram iniciadas, com apenas 10% efetivamente concluídas. Nesse cenário, Goiás se consolida como um dos estados em posição de vanguarda, ao lado de Mato Grosso, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina Data Tax Janeiro – Goiás.

Segundo o estudo, o estado representa um exemplo claro do que os analistas chamam de “preparação a duas velocidades”: avanço consistente em tecnologia e sistemas, mas lentidão na internalização dos impactos financeiros, comerciais e estratégicos da Reforma Tributária.

Risco na fase de transição

Com o início do período de transição em 2026, quando o sistema atual e o novo modelo tributário irão coexistir até 2033, o relatório alerta que empresas que não acelerarem ajustes em precificação, contratos e capital de giro podem enfrentar pressão sobre margens e fluxo de caixa.

Para Goiás, o desafio central nos próximos meses será converter o avanço tecnológico em decisões estratégicas, garantindo que sistemas preparados se traduzam em preços corretos, contratos ajustados e planejamento financeiro compatível com o novo regime tributário.