Goiás vem do termo tupi gwaya, que significa indivíduo igual, gente semelhante. Nome predestinatório, eu diria, pois, apesar de lidar com muitos estereótipos que reduzem um povo rico culturalmente a uma imagem simplista, o povo goiano tem se mostrado cada vez mais persistente na conquista da igualdade simbólica e prática com os estados chamados do eixo Rio-São Paulo.

Desde eventos musicais do rock, do rap e do samba até avanços significativos em diversos setores econômicos e a construção de uma segurança pública sólida, Goiás mostra que tem muito mais a oferecer do que sertanejo, pamonha e pequi (o que já estaria de bom tamanho). A verdade é que essa riqueza goiana é antiga, dos povos que aqui já viviam antes da chegada dos colonizadores, os chamados Tapuia, os Iny-Karajá, os Avá-Canoeiro, entre tantas outras nações que prosperaram em meio ao cerrado.

Há ainda os quilombos centenários, com sua diversidade que tange o infinito nas músicas, comidas, histórias e estratégias de sobrevivência. Soma-se a migração europeia e asiática, que permite, na mesma avenida, comer o melhor da culinária libanesa e tomar saborosos gelatos italianos.

Esse é o sabor de Goiás, sabor de futuro regado à ancestralidade. Juntamos cultura de soja e criação de bois ao que há de mais avançado na química, na nanotecnologia e na genética. Ao meu ver, nosso ponto mais forte, a hospitalidade, tem se mantido. Brasileiros de todos os cantos vêm, e um elogio é comum: “Aqui, fui bem recebido”.

Em 2025, Goiás liderou o crescimento econômico entre as unidades federativas brasileiras. No acumulado do ano, atingiu 4,4%, empatando apenas com o estado do Pará no ranking nacional. O crescimento do Brasil foi de 2,5%.

A taxa de desocupação também registra resultados favoráveis, em 4,6%, o menor índice da série histórica desde 2012. Esse crescimento já pode ser visto na silhueta das cidades, principalmente da capital.

O aumento dos imóveis de alto padrão, com apartamentos de 500 metros quadrados cada vez mais comuns. Em respeito à perspectiva sustentável, surgem cada vez mais condomínios horizontais, de baixa densidade, com áreas verdes e focados em qualidade de vida.

Também no entretenimento vemos mudanças significativas, com shows de Zeca Baleiro, Léo Santana, Paralamas do Sucesso, Gabriel O Pensador, Mart’nália e a capacidade dos teatros, que atraem grandes espetáculos, como o musical de Tom Jobim. Isso marca uma virada cultural, com grandes públicos e leis de incentivo estaduais, que atraem grandes músicos e também aqueles em ascensão.

Além dos eventos musicais, o MotoGP, que retorna ao Brasil depois de 22 anos, terá Goiânia como sede, o que põe os olhos de parte do mundo na capital. O evento traz mudanças na infraestrutura e um forte movimento econômico em um ambiente que já estava em crescimento.

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