Vale do Silício investe em filhos geneticamente superiores
16 fevereiro 2026 às 15h12

COMPARTILHAR
Empresários bilionários ligados ao setor de tecnologia no Vale do Silício têm investido milhões de dólares em pesquisas de seleção e edição genética de embriões. O objetivo é permitir que futuros pais escolham características como saúde, altura e até capacidades cognitivas dos filhos, o que reacende debates éticos sobre desigualdade e os limites da ciência.
A prática, que antes parecia ficção científica, já começa a ser aplicada em alguns casos, principalmente por famílias com alto poder aquisitivo. Empresas de biotecnologia oferecem análises genéticas de embriões para prever riscos de doenças e estimar traços físicos e intelectuais, embora especialistas alertem que a precisão dessas previsões ainda é limitada.
Parte dos investidores acredita que humanos geneticamente aprimorados poderiam ter vantagens diante de desafios futuros, como a evolução da inteligência artificial ou a exploração espacial. Mesmo assim, a edição genética de embriões para reprodução é proibida nos Estados Unidos, e a área continua cercada de controvérsias científicas e jurídicas.
Especialistas em bioética alertam que a popularização dessas tecnologias pode aprofundar desigualdades sociais e reabrir discussões sobre eugenia. O receio é que apenas uma elite tenha acesso aos avanços, criando diferenças biológicas entre grupos sociais e levantando questões sobre o futuro da humanidade.
Leia também:
Brasil: o país onde a ciência não é tratada como investimento, mas, sim, como “algo supérfluo”

