Um projeto criado por alunos de uma escola pública de Anápolis colocou Goiás no mapa da ciência estudantil. A iniciativa do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Dr. Mauá Cavalcante Sávio está entre os finalistas da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, uma das principais vitrines de inovação entre estudantes do país.

A ideia nasceu dentro da própria escola, a partir de um problema concreto: a dificuldade de comunicação de alunos atípicos não verbais, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista. A partir disso, o grupo desenvolveu o “SentiPulso”, um protótipo de relógio pensado para ajudar na expressão de emoções.

O dispositivo combina ícones visuais, vibração e monitoramento dos batimentos cardíacos para facilitar a comunicação e oferecer suporte emocional aos usuários.

O projeto foi desenvolvido pelos estudantes Ana Gabrielly Miranda Pereira, Anna Beatriz Gonçalves de Souza e Pedro Augusto Corrêa Crispim Yoshihara, todos do 2º ano do ensino médio e também alunos do curso técnico em Marketing do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial.

A orientação ficou por conta das professoras Késia Cruz, do Senac Anápolis, e Túlio Vadeley Araújo Silva, da rede estadual. Além do suporte técnico, o Senac também vai bancar a participação da equipe na fase final da feira.

Para o professor Túlio, a ida à competição é mais do que uma disputa. A expectativa é de troca de experiências com estudantes e pesquisadores de todo o Brasil, além de ampliar o contato dos alunos com o universo da pesquisa e da inovação.

Realizada anualmente na Universidade de São Paulo, a Febrace reuniu mais de 3 mil projetos nesta edição. Cerca de 300 avançaram para a fase final — entre eles, dois de escolas estaduais goianas, incluindo o de Anápolis.

Gestor do Cepi, Jorgiano Antusa avalia que a classificação já representa uma grande conquista e reforça o potencial da escola pública. Segundo ele, o resultado é fruto direto do esforço coletivo e da dedicação dos alunos envolvidos.

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