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As mudanças à aposentadoria serão boas para o equilíbrio fiscal do país, mas, se consideradas do ponto de vista dos trabalhadores comuns, tendem a ser um retrocesso
Buscar um futuro significativo perpassa por reorganizar a vida no hoje e só assim abrir espaço para as novas possibilidades
Os números fiscais de novembro de 2025 não são apenas preocupantes: eles escancaram a fragilidade da gestão financeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O déficit primário de R$ 20,2 bilhões em um único mês, quase cinco vezes maior que o registrado em novembro de 2024, é um retrato de um governo que gasta sem disciplina e sem planejamento.
A comparação com as expectativas do mercado é ainda mais reveladora. O Prisma Fiscal projetava um déficit de R$ 12,7 bilhões, mas o resultado veio quase o dobro. No acumulado de janeiro a novembro, o rombo já alcança R$ 83,8 bilhões, superando os R$ 67 bilhões do mesmo período de 2024. Não se trata de um acidente de percurso, mas de uma tendência consolidada.
O contraste entre arrecadação e despesa mostra a contradição central da gestão: a receita líquida cresceu 2,9%, mas as despesas avançaram 3,4%. O Tesouro e o Banco Central até registraram superávit de R$ 244,5 bilhões, mas a Previdência Social afundou as contas com um déficit colossal de R$ 328,3 bilhões. É a máquina previdenciária, somada à política de reajustes e expansão de benefícios, que corrói qualquer tentativa de equilíbrio.
Entre os gastos, destacam-se os Benefícios Previdenciários (+R$ 36,4 bilhões) e o aumento de Pessoal e Encargos (+R$ 13 bilhões). O governo insiste em reajustes e ampliações sem contrapartida, enquanto cortes pontuais em programas como o Bolsa Família (-R$ 16,2 bilhões) são insuficientes para conter a escalada.
O resultado é inequívoco, arrecada-se mais, mas gasta-se ainda mais rápido. O déficit de novembro de 2025 é o maior rombo para meses de novembro desde 2023, naquele ano, o resultado negativo foi de R$ 41,71 bilhões. Lula não apenas repete erros de gestões anteriores, como os transforma em recordes de irresponsabilidade.
O discurso de responsabilidade fiscal se dissolve diante da prática de déficits crescentes e da incapacidade de enfrentar o verdadeiro problema, uma Previdência insustentável e um Estado que se expande sem medir consequências.
Em tempos de incerteza econômica, insistir nesse caminho é mais que imprudência, é condenar o país a carregar uma dívida cada vez mais pesada. Lula bate recordes, sim, mas são recordes de desequilíbrio e de falta de coragem política para enfrentar a realidade.
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