Artigo de Opinião
- Por Emídio Brasileiro - Educador, Jurista e Cientista da Religião
Êxodo, palavra grega que significa “saída”, é o segundo livro da Bíblia. De autoria de Moisés, trata da libertação do povo de Israel do Egito, evento que se estende por aproximadamente 216 anos, entre 1706 e 1490 a.C. A obra contém 40 capítulos e apresenta não apenas um relato histórico-religioso, mas também um marco fundamental na constituição espiritual, social e jurídica do povo de Israel.
Estrutura e grandes episódios do livro
A narrativa do Êxodo é organizada em cinco grandes episódios principais:
- O povo de Israel escravizado no Egito (caps. 1 e 2);
- Libertação do povo de Israel da escravidão no Egito (caps. 3 a 15);
- Os israelitas caminham pelo deserto até o Sinai (caps. 15 a 18);
- Israel recebe a Lei (caps. 19 a 23);
- Israel em adoração a Deus (caps. 24 a 40).
O livro narra a história da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito sob a liderança de Moisés, a formação de Israel como nação e a aliança entre Deus e Seu povo no monte Sinai, sempre com destaque para a ação divina em favor dos israelitas.
Da opressão à libertação
A narrativa inicia-se com o sofrimento do povo no Egito e segue com o nascimento, adoção, fuga e casamento de Moisés. Posteriormente, Deus o chama por meio da sarça ardente para libertar os hebreus. Moisés retorna ao Egito, confronta Faraó, e ocorrem as dez pragas enviadas por Deus para convencer o rei a libertar o povo.
A última praga — a morte dos primogênitos — leva à instituição da Páscoa, à saída do Egito e à travessia do mar Vermelho, quando Deus abre o mar para o povo passar e destrói o exército egípcio.
A travessia do deserto e a provisão divina
A caminho do monte Sinai, os israelitas passaram por Mara e Elim. Em Mara, encontraram águas amargas; em Elim, havia doze fontes de água e palmeiras — um oásis onde acamparam. Em seguida, no deserto de Sim, reclamaram da falta de alimento e água. Deus então supriu suas necessidades com o maná — um pão que caía do céu — e com codornizes, aves que surgiam em abundância.
Mais adiante, acamparam em Refidim, onde novamente enfrentaram a escassez de água. Moisés, por ordem de Deus, golpeou uma rocha, e dela jorrou água para o povo. Ainda em Refidim, os israelitas enfrentaram os amalequitas. Sob o comando de Josué e com o apoio espiritual de Moisés, saíram vitoriosos.
O Sinai, a Lei e a aliança
No primeiro dia do terceiro mês após saírem do Egito, chegaram ao deserto do Sinai e acamparam ao pé do monte. Moisés recebeu a visita de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, trazido por Zípora e seus filhos, Gérson e Eliézer. Jetro aconselhou Moisés a ensinar a Lei ao povo, nomear juízes e delegar funções.
Poucos dias depois, Moisés subiu o monte Sinai e recebeu os Dez Mandamentos de Deus:
I - Não terás outros deuses diante de mim.
II - Não farás para ti ídolo algum.
III - Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão.
IV - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
V - Honra teu pai e tua mãe.
VI - Não matarás.
VII - Não adulterarás.
VIII - Não furtarás.
IX - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
X - Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.
A idolatria e a restauração
Enquanto Moisés estava no monte e recebia as tábuas da Lei, os israelitas pressionaram Arão, seu irmão, a fazer um deus que os guiasse. Arão cedeu e fabricou um bezerro de ouro, que foi idolatrado pelo povo, desviando-os da adoração ao Deus verdadeiro.
Ao descer e ver a idolatria, Moisés quebrou as tábuas da Lei, pois considerou o povo indigno. Depois, movido por misericórdia, subiu novamente ao monte Sinai para interceder pelo povo e receber novas tábuas.
Leis civis e o Tabernáculo
Deus também deu a Moisés leis civis, com normas a respeito da justiça, honestidade e o tratamento dos escravos. Mais adiante, Moisés e os líderes do povo subiram o monte para encontrar-se com Deus, que lhes deu instruções detalhadas a respeito da construção do Tabernáculo — o lugar sagrado onde o povo adoraria a Deus. Essas instruções foram seguidas, e o Tabernáculo foi construído conforme a ordem divina.
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Por Aldenir Paraguassú
A escolha de Belém, ex-sede (capital) da Província do Grão-Pará, atual capital do Estado do Pará e segunda cidade em população, da Amazônia brasileira, com o propósito de um protagonismo amazônico na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima(Conferência das Partes -COP30), já começou a expor e evidenciar males seculares decorrentes de vários fatores dos quais a ausência do Estado (Federação, Governo Federal, ou como queira identificar), é dolorosamente um dos mais significativos.
A história da Amazônia brasileira é marcada pela definição ou não, sempre de fora para dentro, dos preços e valores das suas comodities ambientais e seus benefícios ambientais/climáticos globais como a produção de chuvas e a absorção de carbono da atmosfera, por exemplo.
Essas externalidades negativas, positivas e um determinismo econômico e social às avessas, compõe o cenário quase perfeito para manter o Estado brasileiro à revelia desses interesses e debates.
A desimportância dessa Região/Bioma que é ao mesmo tempo uma das mais antigas e a mais nova a desenhar definitivamente o mapa do Brasil, pós Acre-1.903, registra os piores dados sociais e econômicos do País, que na COP30 em Belém serão expostos inexoravelmente para o mundo.
Sem maiores esforços e ressalvadas as honrosas exceções, não é difícil citar algumas intervenções federais na Região, que estão a merecer de sérias discussões, como é o caso do saneamento (abastecimento de água e esgoto e tratamento sanitário); saúde, educação e habitação.
Também cabe ressaltar a necessária e isenta avaliação da importância atual vis-à-vis a importância passada, de instituições como SUDAM; BASA; SUFRAMA e outros quetais amazônicos.
A pergunta que não cala é COMO PAUTAR UMA NOVA ENGENHARIA, AMIGA DA SUSTENTABILIDADE E MITIGADORA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?
Como disse recentemente no encontro Climate Week 2025, a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira: A questão climática não é de ambientalistas, ela é de desenvolvimento econômico e social.
Aldenir Paraguassú
Arquiteto Urbanista, Ambientalista e Doutor Honoris Causa pela IURJ
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