Bastidores
Engenheiro civil é ligado a Kennedy Trindade, presidente do Tribunal de Contas do Estado
O dono da Rádio 730 está mais interessado em pôr no ar três canais de televisão com programação educativa
O ex-presidente da OAB-Goiás Henrique Tibúrcio preferiu ficar na Agência de Fomento (mais tarde, a partir de março ou abril, pode assumir outro cargo).
O advogado, que não quis dirigir o Detran, é ligado ao vice-governador José Eliton.
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Foto: Reprodução/Twitter[/caption]
O vice-governador José Eliton irritou-se com a sugestão do ex-deputado Vilmar Rocha (PSD) de que a base governista deve lançar não uma, a do tucano, e sim duas chapas majoritárias para a disputa eleitoral de outubro.
Qual seria a segunda chapa? Há quem diga que se trata da chapa do ministro das Cidades, Alexandre Baldy.
O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, afirma que não planeja disputar o governo de Goiás em 2018 (só em 2022), e sim a reeleição para deputado federal. Mais: ele insiste que não vai deixar a base aliada.
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Reunião do ministro e do governador, em Goiânia | Foto: divulgação[/caption]
O ministro Alexandre Baldy e o governador de Goiás, Marconi Perillo, estão articulando conjuntamente. Estão mais afinados do que violino de virtuose.
Não há rompimento à vista. O jovem Baldy é mais pragmático do que imaginam figuras coroadas da política do Estado.
O senador frisa que Baldy sequer se filiou ao PP
O vereador Alisson Rosa, de Ipameri, vai apoiar a reeleição do deputado estadual Lucas Calil (a caminho do PP ou do PSD). “Vou apoiar Ronaldo Caiado para governador e Marconi Perillo e Jorge Kajuru para senador.”
Pré-candidato a deputado federal, o Professor Alcides Ribeiro, do PSDB, quer conquistar o apoio de Alisson Rosa, político jovem e articulado.
Ao contrário do que pregam as bocas de “Matilde”, o ex-prefeito Jardel Sebba afirma que o deputado estadual Jean Carlo (que deve se filiar ao PSDB em março) é “candidatíssimo a deputado federal”. “Ele e o deputado estadual Gustavo Sebba estão mais antenados do que dupla sertaneja de primeira linha.”
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Foto: Denise Xavier Lemes[/caption]
Com o apoio de 22 prefeitos, Gustavo Sebba candidata-se a ser um dos políticos mais bem votados para deputado estadual. O jovem médico e deputado é articulado e fará campanha em mais de 50 municípios — como Goiânia, Catalão e Itaberaí.
O prefeito de Catalão, o emedebista Adib Elias, decidiu que vai apoiar o procurador-geral do Município, Leonardo Rocha (MDB), para deputado estadual. Para deputado federal, patrocina José Nelto (MDB).
Para governador, Adib “Caiado” Elias firmou posição: vai apoiar Ronaldo Caiado, do DEM. Mesmo que a vaca tussa em russo ou aramaico.
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Advogado eleitoral Dyogo Crosara[/caption]
Sondado para ocupar um cargo no governo de José Eliton, o advogado Dyogo Crosara — golden boy da advocacia eleitoral — declinou. Porque avalia que pode contribuir com o pré-candidato do PSDB a governador de Goiás mesmo ficando fora de sua gestão.
Dyogo Crosara é visto como um advogado notável, para o qual o futuro já chegou, por 10 entre 10 advogados consultados.
Se mudar de opinião, Dyogo Crosara tem vaga garantida no governo.
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Foto: assessoria de imprensa[/caption]
A guerra era fria e está se tornando quente. Ao concluir que Daniel Vilela vai mesmo ser candidato a governador pelo MDB, o que enfraquece sua postulação, o senador Ronaldo Caiado deve iniciar um processo de críticas ao emedebista. Por enquanto, orientado por Iris Rezende, não faz ataques. Mas, a partir de março, as coisas vão esquentar. Aliás, as orelhas de Daniel Vilela, assim como as do presidente do DEM em Goiás, devem estar quentes.
No início, as críticas do caiadismo serão moderadas — e, aliás, já estão sendo feitas nos bastidores. Caiadistas dizem que o emedebista, por ser “muito jovem”, não tem experiência política nem administrativa. Ele seria imaturo.
Quanto ao pai de Daniel Vilela, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, a corrente caiadista-irista aponta-o como “neo-marconista”. Curiosamente, dizem que o pai é mais marconista do que o filho.
Um prefeito emedebista, ao ouvir Iris Rezende dizendo que iria apoiar Daniel Vilela para governador, observou bem para verificar se o prefeito de Goiânia estava de dedos cruzados. Afinal, estava? “Não, ele não estava de dedos cruzados”, afirma.
O prefeito diz que ficou em dúvida se Iris Rezende vai votar em Daniel Vilela, ou, mais do que isto, vai apoiá-lo. “Iris é sempre um enigma; ele diz uma coisa sugerindo outra.”



