Bastidores
O governador Marconi Perillo deve bancar um candidato do PSDB à sua sucessão. Por isso é quase certo, segundo deputados e secretários, que José Eliton se desfilie do PP, possivelmente em 2017, e se torne integrante do PSDB. A história estaria sendo atribuída ao deputado Roberto Balestra, desafeto de José Eliton. Mas agora chegou com força nas hostes tucanas. O candidato a governador de Goiás em 2018 será do PSDB. Portanto, José Eliton deverá se filiar-se ao partido, em 2017....
De um deputado do PMDB: “Sandro Mabel só pensa em duas coisas. Primeiro, ser vice de Iris Rezende em Goiânia. Segundo, disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia”.
Na semana passada, algumas pessoas foram pesquisadas em Goiânia pelo Instituto Fortiori. Trata-se de pesquisa de intenção de voto sobre a eleição para prefeito da capital A secretária de um deputado foi entrevista por um pesquisador.
[caption id="attachment_27264" align="alignright" width="300"]
Partidos vão votar juntos | Foto: reprodução/Facebook[/caption]
“Os deputados do PPS e do PSB já estão se reunindo e garantem que vão votar juntos na Câmara”, afirma o deputado federal Marcos Abrão (PPS).
“O Partido Socialista nasce forte, com ideias e projetos para modernizar o Brasil e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros”, afirma Marcos Abrão.
O deputado goiano, por sinal, tem brilhando nas discussões sobre habitação. Ele é muito requisitado pelos colegas para expor suas ideias sobre o assunto.
A tendência é que a senadora Lúcia Vânia (PSDB) não se filie imediatamente ao PSB, ou ao PS (número 40), como está sendo chamado o novo partido que resultará da fusão do PPS com o PSB. Lúcia Vânia, que talvez não seja candidata em 2016 — deve apoiar Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia —, pode aguardar um pouco mais antes de se filiar noutro partido.
Os deputados estaduais Adib Elias e Santana Gomes são assim: fazem as pazes de manhã e brigam à tarde. São uma espécie de casal litigioso: vivem em eterna guerra fria. O fato é que Santana Gomes está conseguindo um feito: ao puxar as “brigas” para si, trava as críticas de Adib Elias e José Nelto ao governo de Marconi Perillo. A dupla Batman Elias e Robin Nelto tentou pautar Santana Gomes, mas está sendo pautada.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, com todas as letras, para um político de Goiás: “Nós não temos dinheiro nem para o governo Dilma Rousseff, imagine para os governos estaduais”.
[caption id="attachment_34435" align="aligncenter" width="620"]
Foto: Denise Xavier[/caption]
Cilene Guimarães não voltou para o governo do Estado de Goiás. A ex-deputada diz que seu nome está à disposição para disputar a Prefeitura de Jataí. Seu problema é falta de estrutura.
A tendência é que seja vice de algum candidato. Ou nem dispute o pleito de 2016.
A rodovia BR-158, que passa por Jataí e vai para Mato Grosso do Sul e chega até Barra Garças, no Mato Grosso, “voltou ao pó” — é pura terra, tanto que é frequente caminhões “atolarem”. O asfalto desapareceu por falta de manutenção. O Dnit, conhecido na região como “órgão fantasma”, desapareceu.
Os poderes Legislativo e Executivo colocaram pontos eletrônicos e estão sendo rigorosos com seus funcionários. Um deputado tucano pergunta: “Será que o Ministério Público, que cobra rigor de todos, e o Poder Judiciário vão colocar ponto eletrônico?”
Até o irista Samuel Belchior estaria apoiando a candidatura do deputado federal Daniel Vilela para presidente do Diretório Regional do PMDB. Em outubro. Só Iris Rezende, Adib Elias, José Nelto e Bruno Peixoto rejeitam o nome de Daniel Vilela para presidente do partido. O deputado Bruno Peixoto deve ser mantido na direção metropolitana do PMDB.
Uma curiosidade explicitada por um advogado: na disputa pela presidência da OAB-Goiás, em setembro, os principais candidatos estão se colocando como oposicionistas. Ninguém quer a pecha de situacionista. “Não há situação, só oposição”, afirma o advogado. Mesmo Enil Henrique, está pondo ordem na casa, se considera como “da situação”. Porque é oposição ao grupo antes dominante, o de Henrique Tibúrcio e Miguel Cançado.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, maior nome do PMDB em Goiás, disse, na frente do vice-presidente da República, ministro Michel Temer, que Marcelo Melo teria legenda para disputar a Prefeitura de Luziânia. Porém, na dúvida se seu tapete será ou não puxado pela mão longa de Iris Rezende (Frederico Jayme uma vez acredito em Maguito e dançou), Marcelo Melo tende a se filiar ao Pros. Ele já recebeu convite formal do presidente do partido, Eurípedes Júnior.
De uma raposa felpuda da política goiana: “Todos os players da política de Goiânia estão esperando Iris Rezende decidir se vai disputar a prefeitura da capital ou não”. “Com Iris no páreo, o jogo é um, as alianças precisam ser reforçadas e talvez a base governista precise, para garantir o segundo turno, lançar dois candidatos e torcer para o PT lançar seu próprio nome”, afirma a raposíssima. “Se Iris não disputar, o jogo é outro, pois todos os candidatos se tornarão japoneses, inclusive Vanderlan Cardoso”, afirma o político.


