Artigo de Opinião

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QUINTO LIVRO
Compêndio da Bíblia – 5. Deuteronômio

O livro aborda um período de aproximadamente dois meses, nas planícies de Moabe, às portas da Terra Prometida, por volta de 1451 a.C., e está organizado em 34 capítulos, divididos em três grandes seções

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Desumano
A barbárie contra os animais e o fracasso da nossa humanidade

O caso do cão comunitário Orelha, de 10 anos, espancado por adolescentes com objeto contundente, na Praia Brava, área nobre de Santa Catarina, é um daqueles episódios que deveriam chocar a consciência coletiva.

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Povo de Israel
COMPÊNDIO DA BÍBLIA – 4. NÚMEROS

A obra relata a trajetória dos israelitas desde o deserto do Sinai até as planícies de Moabe

Opinião
A Comurg era intocável até Mabel assumir

Mabel assumiu com uma promessa clara: reorganizar a Comurg, cortar desperdícios, enfrentar distorções e devolver racionalidade à gestão pública. Muitos duvidaram. Outros torceram contra. Porque quando um prefeito decide colocar ordem, ele não compra briga com a oposição, ele compra briga com interesses

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Tribo de Levi
Compêndio da Bíblia – 3. Levítico

Os levitas davam assistência aos sacerdotes, eram responsáveis pelos serviços no Tabernáculo e, posteriormente, no Templo de Jerusalém, inclusive com música

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Será?
Por que o Brasil não é favorito para ganhar a Copa do Mundo de 2026; entenda

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Religião
Êxodo: libertação, identidade e aliança na formação do povo de Israel

  • Por Emídio Brasileiro - Educador, Jurista e Cientista da Religião

Êxodo, palavra grega que significa “saída”, é o segundo livro da Bíblia. De autoria de Moisés, trata da libertação do povo de Israel do Egito, evento que se estende por aproximadamente 216 anos, entre 1706 e 1490 a.C. A obra contém 40 capítulos e apresenta não apenas um relato histórico-religioso, mas também um marco fundamental na constituição espiritual, social e jurídica do povo de Israel.

Estrutura e grandes episódios do livro

A narrativa do Êxodo é organizada em cinco grandes episódios principais:

  1. O povo de Israel escravizado no Egito (caps. 1 e 2);
  2. Libertação do povo de Israel da escravidão no Egito (caps. 3 a 15);
  3. Os israelitas caminham pelo deserto até o Sinai (caps. 15 a 18);
  4. Israel recebe a Lei (caps. 19 a 23);
  5. Israel em adoração a Deus (caps. 24 a 40).

O livro narra a história da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito sob a liderança de Moisés, a formação de Israel como nação e a aliança entre Deus e Seu povo no monte Sinai, sempre com destaque para a ação divina em favor dos israelitas.

Da opressão à libertação

A narrativa inicia-se com o sofrimento do povo no Egito e segue com o nascimento, adoção, fuga e casamento de Moisés. Posteriormente, Deus o chama por meio da sarça ardente para libertar os hebreus. Moisés retorna ao Egito, confronta Faraó, e ocorrem as dez pragas enviadas por Deus para convencer o rei a libertar o povo.

A última praga — a morte dos primogênitos — leva à instituição da Páscoa, à saída do Egito e à travessia do mar Vermelho, quando Deus abre o mar para o povo passar e destrói o exército egípcio.

A travessia do deserto e a provisão divina

A caminho do monte Sinai, os israelitas passaram por Mara e Elim. Em Mara, encontraram águas amargas; em Elim, havia doze fontes de água e palmeiras — um oásis onde acamparam. Em seguida, no deserto de Sim, reclamaram da falta de alimento e água. Deus então supriu suas necessidades com o maná — um pão que caía do céu — e com codornizes, aves que surgiam em abundância.

Mais adiante, acamparam em Refidim, onde novamente enfrentaram a escassez de água. Moisés, por ordem de Deus, golpeou uma rocha, e dela jorrou água para o povo. Ainda em Refidim, os israelitas enfrentaram os amalequitas. Sob o comando de Josué e com o apoio espiritual de Moisés, saíram vitoriosos.

O Sinai, a Lei e a aliança

No primeiro dia do terceiro mês após saírem do Egito, chegaram ao deserto do Sinai e acamparam ao pé do monte. Moisés recebeu a visita de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, trazido por Zípora e seus filhos, Gérson e Eliézer. Jetro aconselhou Moisés a ensinar a Lei ao povo, nomear juízes e delegar funções.

Poucos dias depois, Moisés subiu o monte Sinai e recebeu os Dez Mandamentos de Deus:

I - Não terás outros deuses diante de mim.
II - Não farás para ti ídolo algum.
III - Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão.
IV - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
V - Honra teu pai e tua mãe.
VI - Não matarás.
VII - Não adulterarás.
VIII - Não furtarás.
IX - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
X - Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

A idolatria e a restauração

Enquanto Moisés estava no monte e recebia as tábuas da Lei, os israelitas pressionaram Arão, seu irmão, a fazer um deus que os guiasse. Arão cedeu e fabricou um bezerro de ouro, que foi idolatrado pelo povo, desviando-os da adoração ao Deus verdadeiro.

Ao descer e ver a idolatria, Moisés quebrou as tábuas da Lei, pois considerou o povo indigno. Depois, movido por misericórdia, subiu novamente ao monte Sinai para interceder pelo povo e receber novas tábuas.

Leis civis e o Tabernáculo

Deus também deu a Moisés leis civis, com normas a respeito da justiça, honestidade e o tratamento dos escravos. Mais adiante, Moisés e os líderes do povo subiram o monte para encontrar-se com Deus, que lhes deu instruções detalhadas a respeito da construção do Tabernáculo — o lugar sagrado onde o povo adoraria a Deus. Essas instruções foram seguidas, e o Tabernáculo foi construído conforme a ordem divina.

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