O marketing político do senador Wilder Morais, pré-candidato a governador de Goiás pelo PL, tende, no momento, a partir para um enfrentamento com o pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela?

Se for assim, Wilder Morais estará cometendo o primeiro equívoco de sua pré-campanha.

As pesquisas de intenção de voto mostram Daniel Vilela em primeiro lugar — bem à frente do segundo colocado, o pré-candidato do PSDB, Marconi Perillo. Wilder Morais é o terceiro colocado, sob ameaça do candidato do PT.

Então, se há Marconi Perillo no meio do caminho, Wilder Morais terá, primeiro, de “removê-lo” para tentar polarizar com Daniel Vilela.

Por isso espera-se uma guerra, talvez épica, entre Wilder Morais e Marconi Perillo. Não há nenhuma razão para lua de mel entre os dois. Só para sol de fel.

Por certo, o marketing de Wilder Morais será direcionado para um ataque frontal a Marconi Perillo.

Expectativa de poder: a questão central

Porque, se não o fizer, Marconi Perillo continuará em segundo lugar. Wilder Morais não tem saída: se não enfrentar o tucano primeiro, para tentar superá-lo, não criará nenhuma expectativa de poder ante o eleitorado.

Já Marconi Perillo terá de lutar para permanecer em segundo lugar. Para tanto, terá de se defender dos petardos de Wilder Morais — um jornalista wildista já estaria organizado um dossiê a respeito do tucano — e, ao mesmo tempo, terá de atacá-lo.

A partir de agora o alvo de Wilder Morais, a pedra no meio do caminho, será Marconi Perillo. Assim como o alvo imediato do tucano será o postulante do PL.

Político hábil, Marconi Perillo sabe que, se “permitir” que Wilder Morais o supere, nos próximos dois meses, sua candidatura se desidratará — então se tornará carta fora do baralho.

O realismo — o realismo absoluto — sugere que Marconi Perillo e Wilder Morais, assim como seus marqueteiros, leiam esta nota com o máximo interesse. É um retrato nuançado do quadro político-eleitoral da cirscunstância. (E.F.B.)