O senador Wilder Morais, num gesto inteligente e racional, retirou postagens das redes sociais nas quais atacava o MDB e membros do partido.

O que isto significa? Que finalmente o senador, presidente do PL, percebeu que o acordo entre o Partido Liberal e o MDB de Daniel Vilela — pré-candidato a governador de Goiás pelo MDB — e o governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, está realmente selado.

Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer foto divulgação
Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer: leais aos Bolsonaros — de Jair a Flávio | Foto: Divulgação

A chapa majoritária da chapa governista está definida. Será Daniel Vilela para governador e Gracinha Caiado, do União Brasil, e Gustavo Gayer, do PL, para o Senado. Só falta definir o vice (nomes cotados: Adriano da Rocha Lima, José Mário Schreiner, Fátima Gavioli, Carlinhos do Mangão, Luiz Carlos do Carmo, Pedro Sales, Paulo do Vale e Gustavo Mendanha).

Político decente e leal, Wilder Morais finalmente aceitou que o acordo do PL com o a base governista em Goiás é operado não apenas por Gustavo Gayer, Márcio Corrêa e Major Vitor Hugo, mas sim, sobretudo, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelos senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro. É a cúpula da cúpula que quer a aliança do PL com Daniel Vilela.

Major Vitor Hugo e Márcio Corrêa: aliados de Daniel Vilela e dos Bolsonaros | Foto: Divulgação do MDB

Depois da marcha organizada por Nikolas Ferreira, com o apoio de Gustavo Gayer, o nome deste para a composição com Daniel Vilela ficou cada vez mais sedimentado.

Wilder Morais, por sinal, é amigo de Ronaldo Caiado. E vão continuar sendo aliados. (E.F.B.)