Wilder Morais prejudica projeto do PL de eleger um senador por Goiás, diz aliado de Jair Bolsonaro
14 fevereiro 2026 às 21h00

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Quando não estava preso, sempre que vinha a Goiânia, o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, procurava Ugton Batista — seu guia pelos bons médicos e dentistas de Goiás.
Entre 2017 e 2018, quando Jair Bolsonaro ainda nem era pré-candidato a presidente da República, Ugton Batista lhe disse: “O sr. será candidato e será eleito”.
Em seguida, Ugton Batista apresentou vários cantores e músicos sertanejos a Jair Bolsonaro. Eles passaram a apoiá-lo.

Jair Bolsonaro nunca esqueceu do amigo Ugton Batista (é amigo de Gusttavo Lima e Amado Batista).
No momento, Ugton Batista, secretário de Cultura da Prefeitura de Goiânia, apoia a composição entre o Partido Liberal e o pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela. “É o caminho mais racional para fortalecer o PL em nível estadual e nacional. No segundo turno presidencial, por exemplo, teremos juntos Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.”
Gayer é a aposta de Bolsonaro
Ugton Batista diz que o projeto do senador Wilder Morais — ser candidato a governador de Goiás — prejudica o projeto local e nacional do PL.

“Jair Bolsonaro quer eleger senadores e só aposta em candidatos a governador que sejam, de cara, consistentes eleitoralmente — o que não é o caso de Wilder Morais, que é muito fraco. Numa aliança com Daniel Vilela e Gracinha Caiado, o PL tem chance de eleger um senador — o deputado federal Gustavo Gayer”, frisa o integrante do PL.
“O PL tem mais chance de eleger deputados federais se participar de uma aliança com Daniel Vilela. Porque, se ficar fora da aliança, o partido vai perder ao menos 90% de seus prefeitos, quer dizer, de suas bases político-eleitorais em todo o Estado”, frisa Ugton Batista.
“Wilder Morais não sabe, porque não pertence ao círculo de confiança de Jair Bolsonaro, mas a decisão sobre sua candidatura a governador está nas mãos de Flávio Bolsonaro, que, por certo, não vai bancar o projeto de um político que, por si, não tem voto. Wilder, sem o bolsonarismo, não se elege vereador em Senador Canedo ou Goiânia. Então, é preciso pensar mais no PL do que em Wilder Morais, que pode ser responsável por um possível naufrágio do partido em Goiás”, pontua Ugton Batista.

“Faço uma pergunta: Wilder Morais tem coragem de fazer uma crítica contundente ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes? Claro que não tem. Ele quer ser apoiado por Jair Bolsonaro, mas nunca se posicionou, com firmeza, ao lado do ex-presidente e de seus filhos. Fica na moita, à espreita, mas sempre inerte. Ele pensa como empresário, não como político.”
“Por fim, faço um alerta: Jair Bolsonaro perdeu para Lula da Silva por 2 milhões de votos. Goiás tem 5 milhões de eleitores.” (E.F.B.)

