O PSD pode mudar de comando a partir de março, com a possível saída do senador Vanderlan Cardoso da presidência da comissão provisória (em Goiás não há diretório)?

Retirar Vanderlan Cardoso do comando do PSD não é nada fácil. Porque se trata de um senador.

O que se sabe é que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, não está nada satisfeito com os rumos do partido em Goiás. Ele tem apreço por Vanderlan Cardoso. Mas, como político pragmático, está preocupado com a possibilidade de o partido não eleger nenhum deputado federal em outubro deste ano.

José Mário Schreiner 566 foto da Câmara dos Deputados
José Mário Schreiner, presidente da Faeg | Foto: Câmara dos Deputados

A informação de que o deputado federal Ismael Alexandrino vai deixar o PSD (irá para o PL) porque a cúpula não consegue montar um chapa consistente de candidatos a deputado federal tem incomodado Gilberto Kassab.

Há uma saída? Há quem acredite que sim. Uma delas: o PSD poderá lançar o candidato a vice de Daniel Vilela. Há três nomes. Gustavo Mendanha já está filiado ao partido, mas está rompido com Vanderlan Cardoso.

Se for candidato a vice, Gustavo Mendanha passa a ter mais força política e, assim, poderia assumir a presidência do PSD.

Mas uma coisa é certa: Gilberto Kassab prioriza candidatos a deputados federal. Por isso, se Gustavo Mendanha assumir uma candidatura a deputado federal, muito possivelmente poderá assumir o comando da legenda. (Quanto mais deputados federais, mais o partido terá fundo eleitoral, fundo partidário, tempo de televisão e influência no Congresso.)

Adriano da Rocha Lima, secretário de Governo de Goiás | Foto: Reprodução

Para vice de Daniel Vilela há dois outros nomes, nenhum filiado ao PSD, mas que poderiam se filiar: José Mário Schreiner, do MDB, e Adriano da Rocha Lima, do União Brasil.

O fortalecimento do PSD, se indicar o vice de Daniel Vilela, poderá ser ampliado com a permanência de Ismael Alexandrino e a conquista de mais candidatos sólidos a deputado federal, como José Nelto, do União Brasil.

Mas, por uma questão de confiança, a base de tudo tem de ser a mudança no comando do PSD. Vanderlan Cardoso poderia assumir a vice-presidência, passando a presidência para Gustavo Mendanha ou Ismael Alexandrino.

Por enquanto, o que há são especulações. Mas Gilberto Kassab está atento à política de Goiás e, uma coisa é certa, não aprova a conduta da atual gestão. Não é nada pessoal. O problema é a falta de uma chapa sólida para deputado federal.

Gilberto Kassab, segundo uma fonte, teria dito que o PSD não pode ser usado unicamente para tentar viabilizar o projeto pessoal de Vanderlan Cardoso. (E.F.B.)