PSD pode indicar Vilmar Rocha para vice de Daniel Vilela?
07 fevereiro 2026 às 21h00

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Aponta-se uma questão óbvia: enquanto não estiver definido se o PL vai compor a chapa governista — com o deputado federal Gustavo Gayer como candidato a senador —, o vice de Daniel Vilela, pré-candidato a governador pelo MDB, não será escolhido.
O que se sabe é o seguinte: a chapa terá um nome do MDB, Daniel Vilela, um nome do União Brasil, Gracinha Caiado — pré-candidata a senadora —, um nome do PL (possivelmente), Gustavo Gayer, e um nome do PSD (ainda não definido).

Pode-se falar que há um afunilamento a respeito do vice de Daniel Vilela? Pode-se afirmar, como certo, que será escolhido pelo governador Ronaldo Caiado e que, no momento, há cinco nomes cotados e apontados como consistentes.
Diz-se que o favorito do governador Ronaldo Caiado é o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima. Definido o PL na chapa majoritária, o jovem tende a ser escolhido.
Àqueles que dizem que Adriano da Rocha Lima não tem voto, por ser considerado técnico, uma fonte, muito ligada a governador, apresenta uma tese consistente: “Adriano na vice é como se Ronaldo Caiado fosse o vice”. É um recado que toda a base governista, de norte a sul de Goiás, entenderá rapidamente.

Se Adriano da Rocha Lima se filiar ao PSD, nos próximos dias, pode ser a senha de que será o vice de Daniel Vilela.
Na semana passada, surgiu um nome novo no jogo político sucessório. Trata-se de Vilmar Rocha, ex-presidente do PSD em Goiás e parceiro de política de Ronaldo Caiado por mais de 20 anos.
Certa vez, Marconi Perillo, então governador, pressionou Vilmar Rocha para não disputar mandato de deputado federal porque, se o fizesse, Ronaldo Caiado seria eleito deputado federal. Embora fosse ligado ao tucano, o então parlamentar, alegando lealdade partidária — ao PFL —, disputou mandato e, como se previa, ajudou Ronaldo Caiado a sair vitorioso.

Juntos, Daniel Vilela e Vilmar Rocha, na vice, passariam a imagem de juventude e experiência.
Bruno Peixoto e Luiz Carlos do Carmo
Parte da base governista opera, porém, em outra vibe. Acredita-se que, com Bruno Peixoto na vice, Daniel Vilela poderá ser eleito com mais facilidade, e no primeiro turno. Fala-se que o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás conseguiu uma capilaridade político-eleitoral rara em Goiás, ou seja, em todo o Estado.
“Bruno é uma espécie de micro-Iris Rezende”, sugere um parlamentar. “Veja-se o caso do deputado estadual Gugu Nader, de Itumbiara. Com Bruno Peixoto na vice, não terá como não apoiar Daniel Vilela para governador. Sem o presidente da Alego, deverá apoiar Marconi Perillo.”

A Igreja Assembleia de Deus, uma das veneráveis instituições evangélicas de Goiás, quer o ex-senador Luiz Carlos do Carmo na vice de Daniel Vilela. Tem força política? Tem. Até porque, diferentemente dos católicos, os evangélicos votam de uma maneira um pouco mais coesa.
De acordo com uma fonte, Luiz Carlos do Carmo pode acabar se filiando ao PSD, assim como seu irmão Eurípedes José do Carmo, prefeito de Bela Vista de Goiás. Há um distanciamento entre a família Carmo — liderada pelo bispo Oídes José do Carmo, referência evangélica em Goiás e no país — e o deputado Glaustin da Fokus, do Podemos.
Zé Mário Schreiner e Paulo do Vale
O Jornal Opção apurou que setores substantivos do MDB têm simpatia pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), ex-deputado federal José Mário Schreiner.
Na vice José Mário Schreiner pode atrair parte substancial do voto do Agro para Daniel Vilela. Pelo menos é o que se diz nos bastidores do MDB. O grupo de Paulo do Vale — que também pleiteia a vice — não concorda e avalia que, sobretudo no Agro de Rio Verde, o ex-parlamentar tem resistência e arestas.
Uma fonte de Rio Verde afirma que a base governista precisa se fortalecer um pouco mais no Sudoeste, onde teria certa resistência, sobretudo por causa da taxa do Agro. Porém, se o PL estiver na chapa majoritária, ao lado de Daniel Vilela, a resistência tende a cair em progressão geométrica.
Vilmar Rocha e Adriano da Rocha Lima não são parentes. Mas há quem postule que na vice um Rocha vai fortalecer a candidatura de Daniel Vilela.
Por que tanta disputa para ser vice de Daniel Vilela? Porque, se o emedebista for reeleito governador, não poderá disputar o governo em 2030 e, neste ano, poderá se desincompatibilizar para disputar mandato de senador. O vice então assumirá o cargo de governador e poderá ser candidato à reeleição. Simples assim. (E.F.B.)

