Prefeitos apostam em Gracinha Caiado e Vanderlan para o Senado; Gayer é ausente no interior
07 março 2026 às 21h00

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A base governista tende a ter três candidatos a senador em Goiás: Gracinha Caiado, do União Brasil, Vanderlan Cardoso, do PSD, e Zacharias Calil, do MDB.
Há mais nomes que planejam disputar o Senado: Gustavo Mendanha (cotado também para vice do pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela) e Alexandre Baldy, do pP.

Baldy vai se desincompatibilizar, no final de março, com o objetivo de disputar mandato de senador. Tende, inclusive, a deixar o cargo que ocupa na BYD. Mas pode disputar mandato de deputado federal? De acordo com um aliado, não.
“Baldy pode ser suplente de Gracinha Caiado, ainda que o meio evangélico esteja dizendo que o suplente da primeira-dama será Luiz Carlos do Carmo, o nome sugerido pela Igreja Assembleia de Deus”, afirma um deputado.

(Ressalvas: no momento, Luiz Carlos do Carmo, irmão do bispo Oídes José Carmo, pleiteia ser vice de Daniel Vilela. Assim como Baldy afirma que planeja ser candidato a senador. Mendanha está articulando para tentar se vice.)
Com a definição dos nomes para o Senado — Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil —, os políticos do interior começam a se movimentar.

Quinze prefeitos da base governista consultados pelo Jornal Opção, entre segunda e sexta-feira, disseram praticamente a mesma coisa. Há uma única favorita: Gracinha Caiado. Disseram que a postulante do União Brasil tende a “puxar” o segundo senador. Acrescentaram que, entre Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil, vão ficar com o primeiro.
Os prefeitos dizem que, assim como Gracinha Caiado — com os programas sociais —, Vanderlan Cardoso, com emendas e maquinários, é atento aos clamores do interior. Zacharias Calil é bem-visto como médico e por ser um político decente, mas, de acordo com os prefeitos entrevistados, é “ausente” do interior. “Durante sete anos e dois meses, nunca vi Zacharias”, afirma um prefeito da base governista. “Ele é boa gente, mas falta empatia com o interior.”

Já o deputado federal Gustavo Gayer, do PL, é visto como o Zacharias Calil da extrema direita. “Ele não visita o interior e parece acreditar que será eleito unicamente com base nas suas falas nas redes sociais. Certo, ele é forte. Mas uma eleição majoritária é muito diferente e Gayer vai perceber isto. Quem disputa eleição majoritária precisa, para ter força eleitoral, manter contato com o interior — o que Gayer não faz. Terá muitos votos, é certo, mas acabará perdendo por causa da máquina eleitoral da base governista”, postula o prefeito de uma cidade de mais de 100 mil eleitores. (E.F.B.)

