A cúpula do MDB não quer indicar cargos para o primeiro escalão. Mas, se Ricardo Soavinski deixar o comando, pode mudar de ideia

Ricardo Soavinski: presidente da Saneago | Foto: Divulgação

A cúpula do MDB fez uma opção: Daniel Vilela para vice do governador Ronaldo Caiado na disputa eleitoral de 2 de outubro deste ano. Por isso não quer cargos de proa no governo do Estado. Em 2023, no caso de vitória eleitoral em 2022, aí, sim, o emedebismo planeja participar do primeiro escalão do governo.

Mesmo ante a decisão do MDB, o governador Ronaldo Caiado teria oferecido dois cargos no primeiro escalão, mas Daniel Vilela teria mantido a tese de que o partido não está, neste momento, em busca de posições no governo do Estado.

Pedro Chaves: engenheiro e ex-deputado federal | Foto: Renan Accioly

No entanto, há a possibilidade de alguém do partido, como o ex-deputado federal Pedro Chaves, ocupar, brevemente, um cargo de ponta no governo — mesmo antes da reforma da equipe. O ex-parlamentar, engenheiro por formação, já teve o nome cotado para a Goinfra — se o executivo Pedro Chaves sair para disputar mandato de deputado federal (pouca gente no governo acredita que sairá da equipe) —, para o Detran (a tendência é que Marcos Roberto Silva permaneça no cargo) e, mais recentemente, para a Saneago.

Agenor Mariano: ex-vice-prefeito de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Há pouco tempo, o governador Ronaldo Caiado afastou Silvana Canuto Medeiros da Diretoria de Gestão Corporativa da Saneago por suspeita de irregularidade em contrato do almoxarifado virtual da Saneago. Tudo indica que foi alarme falso, que, a rigor, a executiva não cometeu irregularidade. Mas tudo indica que o diretor-presidente, Ricardo José Soavinski (depois da crise recente, estaria sem ambiente na companhia de água de Goiás), poderá ser trocado — daí a menção do nome de Pedro Chaves para substitui-lo. O ex-deputado não se manifesta e segue orientação de Daniel Vilela. Mas há notícia de que Agenor Mariano, ex-vice-prefeito de Goiânia e ligado ao presidente do MDB, estaria interessado em ocupar o cargo.

De qualquer maneira, o novo ocupante do cargo, se Soavinski realmente sair, será avisado, desde o primeiro dia: a Saneago não é lugar de fazer política e negociatas. Acrescente-se: há forte interesse numa escolha técnica, e não política.